segunda-feira, 18 de maio de 2009

Educação de qualidade...está nas mãos de quem?


Todos sabem que a situação da Educação no Brasil ainda se encontra extremamente crítica. Entretatnto, pouco se fala daquelas instituições públicas de ensino, que apesar de todos os problemas do sistema educacional brasileiro, conseguem ou conseguiram se destacar em meio a esse mar de deseducação.
É certo que não existe uma receita pronta, mas acredita-se que se o sistema oferecer condições para se fazer o básico, ou seja, trabalhar conteúdos aplicados a vida, ensinar o aluno a ler, interpretar, a escrever bem e com criticidade, além de pensar com autonomia e desenvolver o raciocínio matemático para resolver bem as situações problemas, a situação pode evoluir do caos para uma relativa ordem. Para isso, o importante é ter como foco a aprendizagem do estudante, bons dirigentes educacionais que orientem as escolas nesta direção e uma equipe comprometida em conquistar esse resultado.
Um outro aspecto relevante é o nível educacional da família, como mostra levantamento realizado por Sérgio Guimarães Ferreira, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Fernando Veloso, do Ibmec-Rio. De acordo com a pesquisa, 34% dos filhos de analfabetos não chegam a aprender a ler e a escrever. Nesta perspectiva, o que encontramos é um circulo vicioso, em que as classes menos favorecidas, devido a carência cultural tem cada vez menos acesso a educação de qualidade, o que pode ser uma alavanca para a melhoria na qualidade de vida. Porque o estudo, o conhecimento é sim, hoje um dos instrumentos para o acesso a melhores mercados de trabalho, melhores salários e consequentemente melhores condições de vida!
Todavia, mesmo na ausência de nível educacional da família há ainda muito o que a escola pode fazer. E, algumas, em regiões onde o apoio familiar nem sempre está presente, vêm mostrando que é possível atenuar as diferenças sócio-econômicas no desempenho de seus alunos.
O estudo Aprova Brasil, o direito de aprender, realizado pelo Unicef e pelo Ministério da Educação (MEC), avaliou as 33 escolas que obtiveram as melhores notas na Prova Brasil e apresentou à sociedade características comuns entre elas, na verdade pontos positivos da educação nacional. São instituições localizadas em regiões muitas vezes desprovidas de recursos e infra-estrutura, mas que têm em comum, a sintonia entre alunos e professores. Entre elas está o Colégio Estadual Horácio de Matos, de Mucugê (BA), cuja taxa de analfabetismo é de 35,2%. Um dos pontos altos da escola é a participação dos alunos em projetos como o jornal mural e a rádio comunitária.
Como era de se esperar, alguns dos fatores que contribuem para uma educação de qualidade e que foram apontados pelo levantamento do Unicef e do MEC são a presença constante do diretor na escola, a baixa rotatividade da equipe de professores, formação continuada, a participação da comunidade e leituras realizadas com e por prazer.
Afinal, do que adianta uma instituição de ensino com uma boa infra-estrutura, toda equipada, mas sem profissionais comprometidos com a aprendizagem de seus alunos?
Segundo, Claudi Costin, a presença ativa do diretor, mais do que como um administrador de práticas burocráticas, é um indício de qualidade. Ela motiva os funcionários, a maior integração entre pais e professores e passa confiabilidade para os alunos em relação à instituição. O diretor ainda é indispensável para promover e incentivar o trabalho em equipe de seus educadores. Equipes unidas, com a presença de um líder, em prol de um objetivo comum, sempre deram bons resultados e, nas escolas, isso não poderia ser diferente.
Fixar o professor nas escolas é uma maneira de garantir o aprendizado do aluno. Uma instituição com alto índice de rotatividade de seus educadores é sinônimo de descontinuidade do ensino. Isto significa conteúdos pedagógicos desencontrados, o que acaba por prejudicar o estudante.
Uma boa escola ainda deve contar com formação permanente dos professores. Assim como outros profissionais (médicos, advogados etc.) passam por um constante processo de atualização para melhor exercer suas atividades, o mesmo deveria ocorrer com os educadores. O professor é o grande maestro da escola, é ele quem rege o aprendizado dos alunos.
Outro fator importante é o envolvimento da comunidade. A aproximação cada vez maior entre pais, professores e alunos, dentro de um espaço comum, de lazer, de cultura e de evolução intelectual reflete na coletividade e no ganho comum. Escola integrada, atuante, é sinônimo de sabedoria e essa imagem consolida-se a cada passo. Além disso, o interesse dos pais na educação de seus filhos resulta em uma melhora de aprendizado dos mesmos.
Num momento em que todo o País passa por reflexões sobre os desafios propostos para a educação, é importante mostrar que há solução para o problema educacional brasileiro e que esta já é colocada em prática por algumas instituições de ensino do Brasil. Antes de criar fórmulas mirabolantes para resolver esta questão, é necessário que as escolas façam o básico e que professores e alunos também contribuam para a melhoria desse cenário. Não é possível continuar culpando o sistema e deixar a situação do jeito que está.
Além de tudo que foi citado acima, para que se tenha sucesso no ensino fundamental é importante que a criança tenha pré-requisitos para a aprendizagem da leitura e escrita, pré-requisitos esses desenvolvidos na Educação Infantil.
Pesquisas científicas sobre o desenvolvimento infantil deixam evidentes a real importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social dos seres humanos. A educação infantil tem um papel fundamental na formação do indivíduo e reflete em uma melhora significativa no aprendizado da criança. Dados do IBGE mostram que apenas 40% das 21,7 milhões de crianças brasileiras entre 0 e 6 anos estavam matriculadas em creches ou escolas em 2004 e que cerca de 13% daquelas de 0 a 3 anos freqüentavam creches. Ou seja, a universalização da educação não vale para todos os segmentos.
Trabalhar a democratização do ensino nos primeiros seis anos de vida é essencial para melhorar o índice de aprendizado dos alunos, estimular desde cedo a busca pelo conhecimento e eliminar as diferenças de origem socioeconômica no desempenho de crianças na primeira série. Não é por acaso que na França, os professores precisam ter mestrado para trabalhar com os pequenos e são tão bem remunerados quanto os que lecionam no nível superior.
Uma amostra de como o ingresso na escola desde cedo faz diferença é o índice de repetentes na primeira série do Ensino Fundamental, monitorado pela Unesco e OCDE em 48 países. O Brasil tem a taxa mais alta com 32%, contra 1% da Rússia e China. Essa realidade condena um terço da população brasileira ao atraso e mexe desde cedo com a auto-estima das crianças. É na creche ou na pré-escola que os pequenos começarão a se conhecer e a conhecer o outro, a se respeitar e a respeitar o outro e a desenvolver suas habilidades e construir conhecimento.
Investir na educação desde os primeiros anos de vida é investir no futuro do país, da sociedade e de um mundo melhor, pois o papel da escola enquanto instituição é de humanizar o conhecimento, dotando o ser humano não só de conhecimentos frios e racionais, mas de um conhecimento humanizado, fraterno e que seja colocado a serviço não apenas de uma elite acadêmica, mas a serviço do povo, que é aquele que mais precisa melhorar suas condições de trabalho e de vida social!

QUESTÃO PARA O 6º. PERÍODO: Depois de ler este texto, inspirado nas palavras de Claudia Costin, em que setor da educação você pretende atuar ao se tornar um (a) pedagogo (a)? Quais serão suas ações?

10 comentários:

Anônimo disse...

Desde do ìnicio do curso minha opinião não mudou, pois estou cursando a faculdade para o aprioramento da minha práxi.sou educadora e estou cansada de tanto Blá, Blá, Blá... muita das vezes nos deparamos com uma teoria contraditória a nossa realidade,mas ao mesmo nós professores nos deparamos com obstáculos e mesmo assim conseguimos superálos, com a finalidade de proporcioonar ao educando um ensino eficaz.Tenho consciência do meu papel como docente,mas, também seria de suma importância que o sistema abrangente eduducacional fizesse o seu papel colocando o aluno como o centro do processo de ensino. Como docente sei que tento dar o meu melhor, procuro desenvolver açãoes participativas que envolva o discente nas atividades escolares,sendo que estas ações devem está relacionada a sua realidade. Afirmo que nos dias de hoje apesar de não existir mais a "ditadura", a grande preocupação dos nossos governantes é de proporcionar um ensino camuflado cheio de mentiras cujo em suas propostas educacionais existem ainda ideologias que não passam de utopias como a gestão democrática. Tenho que ressaltar que para que o processo de aprendizagem aconteça é necessário que o educador trabalhe com "amor" dando um ensino significativo e proficiente ao nosso educando Cabe a nós mudarmos a cnsciência do nosso aluno fornecendo a ele a faca e o queijo, pra que ele possa querer mais e mais do que lhe é oferecido formando assim o aluno cidadão. Transformando-o em um pássaro,que está em constante voô!(ELAINE CRISTINA DA SILVA CRUZ 6º pERÍODO)

Anônimo disse...

Sempre trabalhei na área da educação e ingressei no curso para aprimorar minha prática pedagógica. Tudo o que vejo aqui, serve para me levar a refletir criticamente sobre minhas ações. O curso de Pedagogia nos oferece uma base, muda a nossa visão de mundo e nos ajuda a ver que a educação é o alicerce para tornar nossos alunos indivíduos pensantes, críticos e reflexivos. Numa sala de aula temos a arte de poder ensinar e, também, de aprender. Lapidar nossos educandos para serem ativos, resolvendo problemas, transformando suas habilidades e competências em resultados práticos.É muito bom saber que como educadora contribuo para uma mudança na sociedade. Ainda acredito na Educação como um dos meios para a melhoria deste mundo. (Lídia - 6º Período)

Anônimo disse...

Bom a area em que pretendo atuar é como pedagogo empresarial,desdo inicio do curso tenho isso em mente.Com o aprimoramento que a faculdade oferece,e com aespecializaçao em RH,sei que vou estar capacitada para atuar nessa area tão abrangente e promossor em nossa região,a Petrobras ja há profissionais atuando na aréa,ANBEV tambem demontra conhecimento do diferencial que é ter um pedagogo em seu quadro e isso tende a aumentar.As ações participativas que desenvolvemos na faculdade temos ferramentas suficientes para desenvolver atividades coletivas numa empresa,visar a questão da relação com o outro,discutir beneficios para os funcionario, trabalhar a sinergia da equipe visando os pilares e a realidade que a empresa oferece,numa empresa o pedagogo não é visto mais como aquele que vai lecionar,mas sim aquele que vai disponibilizar o conhecimento devido para a equipe certa na hora e necessidade certa.
Por isso meu enteresse cabe a mim ter o diferencial para alcançar minhas metas e me fazer notar numa grande empresa não ser vista só como professora mas sim como a pedagoga que vai direcionar e resolver os conflitos de minha empresa em se tratando de conhecimento humano.

Marlúcia Gomes
6º PERIODO

Anônimo disse...

A pedagogia hospitalar é um trabalho humanista voltado para o ser global,e não somente para o copo e as necessidades físicas,emocionais, afetivas e sociais do indivíduo.
É um novo campo de atuação onde o Pedagogo desenvolve seu trabalho em ambiente domiciliar e hospitalar, auxilianso a criança a dar continuidade as atividades educacionais, mesmo estando afastados da escola regular.Gostaria que nossos goverantes colocassem em prática a legislação brasileira onde reconhece atraves do estatuto da criança e do adolescente hospitalizado através da resolução nº 41 de outubro de l995, no item 9 o "direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a ´saúde, acompanhamento de currículo escolar durante sua permanência hospitalar".
FAÇA VALER OS DIREITOS DA CRIANÇA!
Minha experiência fez chegar a uma conclusão:
Se a escola pode ser promotora de saúde, o hospital pode ser mantenedor de escolarização.
Rita de Cassia 7º período de pedagogia ISECENSA

Anônimo disse...

Em nossas mãos é claro!só depende de termos consciencia que somos os professores e nao os professores!Porque querendo ou não a diferença existe em querer ensinar e apenas receber seus salarios de professores.
Podemos e devemos fazer a diferença em qualquer escola...até aquela mais distante,onde o acesso é quase impossivel...aí está a recompensa...seus alunos a esperam anciosos,pois sabem que a professora está chegando...e a fome de aprender está em todo lugar...em todo olhar.
Hoje passo orgulhosa pelos meus alunos que já são pais e me chamam de avó de seus filhos...isso me emociona profundamente...nao tenho palavras para descrever...só sei que vale a pena ser professora em qualquer lugar.
Como é gratificante esses poucos momentos que passampos no presidio ensinando as meninas que estão detidas...lá tambem sou mestra e me emociono com as cartas que já conseguem rabiscar .
Serei professora em qualquer lugar...onde precisar de mim estarei pronta para servir.sempre darei o melhor que tenho pois para isso me preparo todo dia...quero deixar sempre um perfume de flores onde eu passar...e quem sabe um dia possam lembrar desta professora que mesmo parecendo o contrario só carrega o amor no coração.
Gosto de contar histórias e dramatiza-las...dar vida aos persongens e sei q sou boa nisso
Lindinha-7º-período

4º Aniversário da Igreja disse...

Ferraro (1999) , em diagnóstico do quadro da escolarização no Brasil, distingue os alunos excluídos da escola daqueles excluídos na escola ( com frequência fortemente defasada). Sustenta que o problema mais grave de nossa escola fundamental é a exclusão na escola, associada à reprovação e repetência, mas que “isso não deve levar a minimizar o problema do acesso ou da exclusão da escola” (p. 46). Associando esses conceitos à área das necessidades educacionais especiais, aparece a imagem da dupla exclusão, cuja superação parece estar além do debate, muitas vezes semântico e restrito, sobre integração X inclusão.
Movido por esse desejo tenho minha visão direcionada para o publico com deficiência auditiva , sendo assim buscarei a amenização na dura relação comunicativa entre esses sujeitos.

Reginaldo Ferreira 8º Período

Anônimo disse...

Iniciei o curso com a mente focada na Pedagogia Institucional,pois sou formada como professora e emu objetivo era aperfeiçoar minha práxi, mas no decorrer do curso, os conhecimentos que adiquiri, novas informações e a capacidade de ir mais longe me fez mudar de idéia... quando conheci o trabalho da Pedagoia hospitalar, meu coração bateu mais forte! foi no 4] período que me decidi nessa área. então, pretendo apaerfeiçoar-me após o curso, em psicopedagoia que me dará mais amplitude de conhecimentos e me fará crescer mais como profissional e como pessoa e me dará suporte para trabalhar nessa área que é tão linda e que precisa de muitos cuidados, não smente o cuidado físico, mas com o intelecto, o cognitivo, o emocional de uma criança, pois não é fácil pra elas estarem numa situação delicada de sua saúde, mas a partir do momento que elas tem a oportunidade de continuar estudando, aprendendo e tendo pessoas todos os dias levando a alegria, o estudo, novidades que a farão muito feliz, isso ganha a saúde de uma criança em todos os aspéctos.
Pretendo trabalhar com muitas novidades de ensino, novas estratégias, enfim, através do lúdico, da leitura, aprendizagem através de dramatização, crianças adoram teatro mas com temas que estejam ligados a um tema para sua aprendizagem, musicalização se for possível, jogos pedagógicos, enfim, hj tenho esses em mente, amanhã terei mais conhecimentos, mais novidades para minha prática educativa na área hospitalar.

Mayara Merlin - 6º período de Pedagogia

indiasan disse...

A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE ESTÁ NAS MÃOS DE QUEM SE APRIMORA ,AVANÇA NO CONHECIMENTO DE SI E DO MUNDO.ESSE PROFISSIONAL QUE DÁ O SALTO PARA DENTRO ,SE RENOVA E REFAZ O CONCEITO SEM PERDER OS VALORES E MORAL DE CONDUTA.ACREDITO NA TECNOLOGIA ,MAS COM A OUSADIA DE UM MESTRE BRILHANTE .
SANDRA TRINDADE 8 PERÍODO PEDAGOGIA-ISECENSA

sandra trindade disse...

A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE ESTÁ NAS MÃOS DE QUEM SE APRIMORA ,AVANÇA NO CONHECIMENTO DE SI E DO MUNDO.ESSE PROFISSIONAL QUE DÁ O SALTO PARA DENTRO ,SE RENOVA E REFAZ O CONCEITO SEM PERDER OS VALORES E MORAL DE CONDUTA.ACREDITO NA TECNOLOGIA ,MAS COM A OUSADIA DE UM MESTRE BRILHANTE .
SANDRA TRINDADE 8 PERÍODO PEDAGOGIA-ISECENSA

Cesar Delmas disse...

Olá,
estou fazendo uma pesquisa de mestrado sobre o 'Formação Profissional do Gerente de Projetos' e achei bastante interessante esse blog. Nesse post especificamente "Educação de qualidade...está nas mãos de quem?" gostaria de saber a fonte do gráfico, pois penso que pode ser bem útil ao meu trabalho. A referência base do meu trabalho é a obra de Donald Schon: "Educando o Profissional Reflexivo". Caso não o conheça, recomendo bastante, pois acredito que possa agregar no trabalho de vocês. Grato e parabéns pelo trabalho!!