domingo, 22 de março de 2009

Escola e gestão democrática: realidade ou utopia?

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A democracia é uma construção, mas como vem se dando a consolidação dessa em nosso país? Em nossa história, alternamos momentos de repressão e liberdade. Não faz muito tempo que saímos de uma severa ditadura e passamos a viver em um regime democrático. Claro que hoje ainda precisamos enfrentar muitas lutas para garantir os direitos à cidadania e a escola pode e deve ajudar a transformar a maneira como a qual nos relacionamos com a democracia. Ela mesma deve ser um espaço de exercício dessa convivência democrática.


Diariamente falamos em uma escola democrática, mas muitas delas ainda estão reprovando indiscriminadamente durante anos consecutivos alunos, sem considerar o ser diferente e os vários conhecimentos já adquiridos na sua vivência. Essas questões perturbam muitos educadores preocupados com o sucesso educacional.


Será que existe, na verdade, interesse em uma gestão democrática? Qual seria então o papel da democracia na escola?


Percebe-se muitas vezes, na gestão educacional, uma administração voltada com ações na verdade, reprodutoras de uma sociedade infelizmente alienada e passiva, ditando regras e não estabelecendo uma relação dialógica ideal com os envolvidos, estabelecendo meramente uma transmissão de ordens, alegando na maioria das vezes cumprirem determinações que lhes vem de cima não proporcionando assim, momentos para discussão..”... Todas as iniciativas de política educacional, apesar de sua aparente autonomia, têm um ponto em comum: o empenho em reduzir custos, encargos e investimentos públicos, buscando senão transferi-los e/ou dividi-los, com a iniciativa privada e organizações não governamentais”(ROSSI, 2001)


A participação é muitas vezes, limitada, controlada e puramente formal. A estrutura técnica se sobrepõe aos indivíduos envolvidos e o poder e a autoridade (leia-se: autoridade : como não prática social - sem visão crítica) se instalam de forma sutil , com obediência, dentro de uma perspectiva clássica de administração que repudia a participação, o compartilhar idéias, a liberdade para expressar-se , a deliberação de decisões e o respeito às iniciativas.


A questão do controle ainda é muito forte e mesmo sabendo que o poder e a autoridade são necessários em muitos momentos dentro de várias organizações, intermediando e viabilizando ações criativas para melhora, observa-se ainda um controle rígido, um descompromisso e muito pouca participação da comunidade escolar como um todo (professores, pais, funcionários, lideranças de bairro) no processo da gestão escolar, causando assim automaticamente uma acomodação, em que as pessoas não se mobilizam para nada e ficam alheias, esperando sempre serem orientadas ou então aceitando passivamente tudo que venha das “autoridades competentes”, sem quer que seja , nenhum questionamento crítico construtivo.


Nota-se com freqüência que esta suposta “gestão”, se mascara como sendo democrática e acaba que atendendo de forma a não priorizar princípios básicos democráticos, ocasionando o aumento da produtividade, a massificação do indivíduo, afastando não só o caráter da coletividade , como também o diálogo e o processo decisório.


O uso da autoridade dentro de uma gestão educacional, deve ter o cuidado de não se estender a um modelo vertical, devendo essencialmente privilegiar as relações horizontais entre seus integrantes, mediando as discussões, as trocas de idéias, legitimando assim, verdadeiras ações democráticas.

A escola deve ser vista como um lugar privilegiado para a construção do conhecimento e como eixo base das relações humanas, viabilizando não só a produção de conhecimentos como também de atitudes necessárias à inserção neste novo mundo com exigências cada vez maiores de cidadãos participativos e criativos.

A escola que deseja ser democrática em sua essência, tem que juntamente com a comunidade repensar e reestruturar o sistema de ensino e de aprendizagem para alcançar o tão sonhado e não utópico do sucesso escolar. É assim, em pequenas, mas significativas ações que conseguiremos a democracia, não nesse espaço pedagógico chamado escola, mas transportaremos também para fora desse, transversalizando em todos os ambientes da nossa realidade.

É necessário que o gestor garanta a participação das comunidades interna e externa, a fim de que assumam o papel de co-responsáveis na construção de um projeto pedagógico que vise ensino de qualidade para a atual clientela da escola pública e para que isso aconteça é preciso preparar um novo diretor, libertando-o de suas marcas de autoritarismo redefinindo seu perfil, desenvolvendo características de coordenador, colaborador e de educador, para que consigamos implementar um processo de planejamento participativo de representantes dos segmentos da comunidade interna (diretor, vice-diretor, especialistas, professores, alunos e funcionários) e externa (pais, órgãos/instituições, sociedade civil organizada).

Observa-se pelo que tenho notado, que o gestor ou diretor escolar assume uma nova centralidade organizacional, sendo o que deve prestar contas pelos resultados educacionais conseguidos, transformando-se no principal responsável pela efetiva concretização de metas e objetivos, quase sempre centrais e hierarquicamente definidos. Neste sentido, esta concepção de gestão introduz uma nova nuance na configuração das relações de poder e autoridade nos sistemas educativos.

Falar em gestão democrática nos remete, portanto, quase que imediatamente a pensar em autonomia e participação.
Quais são os instrumentos e práticas que organizam a vivência da gestão escolar? Em geral, esses processos mesclam democracia representativa - instrumentos e instâncias formais que pressupõem a eleição de representantes, com democracia participativa - estabelecimento de estratégias e fóruns de participação direta, articulados e dando fundamento a essas representações.

Vários autores, como Padilha (1998) e Dourado (2000), defendem a eleição de diretores de escola e a constituição de conselhos escolares como formas mais democráticas de gestão. Outro elemento indispensável é a descentralização financeira, na qual o governo, nas suas diferentes esferas, repassa para as unidades de ensino recursos públicos a serem gerenciados conforme as deliberações de cada comunidade escolar.

Em seu projeto político-pedagógico, construído através do planejamento participativo, desde os momentos de diagnóstico, passando pelo estabelecimento de diretrizes, objetivos e metas, execução e avaliação, a escola pode desenvolver projetos específicos de interesse da comunidade escolar, que devem ser sistematicamente avaliados e revitalizados.

A gestão democrática da escola significa, portanto, a conjunção entre instrumentos formais - eleição de direção, conselho escolar, descentralização financeira - e práticas efetivas de participação, que conferem a cada escola sua singularidade, articuladas em um sistema de ensino que igualmente promova a participação nas políticas educacionais mais amplas.

A PARTIR DA LEITURA DO TEXTO, DO CONTEÚDO DO VÍDEO E DAS DISCUSSÕES EM SALA DE AULA, COMO VOCÊ OBSERVA A QUESTÃO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA SUA REALIDADE? GESTÃO DEMOCRÁTICA É UMA REALIDADE OU AINDA É UTOPIA?O QUE VOCÊ PENSA SOBRE A ELEIÇÃO DE DIRETORES?

Fontes:

http://www.portalensinando.com.br/ensinando/principal/conteudo.asp?id=2666

http://www.centrorefeducacional.com.br/gestdemaut.htm

quinta-feira, 19 de março de 2009

Novo cenário de atuação do Pedagogo!

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O novo cenário que se descortina no século XXI traz novas perspectivas para o profissional da educação que se insere no mercado de trabalho!Uma nova estrutura se firma na sociedade, a qual exige profissionais cada vez mais qualificados e preparados para atuarem neste cenário competitivo.

Dessa forma, a educação em espaços não escolares vem confirmar esta discussão que vivenciamos. A atuação do pedagogo ultrapassa o espaço escolar, que até pouco tempo, era seu espaço (restrito) de trabalho, para se inserir num novo âmbito de atuação com uma visão redefinida da atuação deste profissional.

Empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv), e outros formam hoje, o novo cenário de atuação deste profissional, que transpõe os muros da escola, para prestar seu serviço nestes locais que são espaços até então restritos a outros profissionais. Esta atual realidade vem quebrando preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto apenas para exercer suas funções na sala de aula, pois atualmente onde houver uma prática educativa, existe aí uma AÇÃO PEDAGÓGICA E FORMATIVA.

Diante disso, cabe indagar: qual a função e o perfil necessário ao pedagogo para que atue com competência no âmbito não-escolar?

Este assunto desafiador tem sido estudado e discutido no sétimo período do Curso de Pedagogia do ISECENSA nas aulas de Formação Profissional VII. Como hoje o Pedagogo, está sendo inserido num mercado de trabalho cada vez mais diversificado e amplo, nossas discussões tem se direcionado para compreender a dinâmica que levou a sociedade a chegar onde estamos hoje, com um discurso voltado para a inclusão social, para o voluntariado, para projetos de pesquisas, para educação formal, não formal e informal, observando o processo de ensino-aprendizagem não somente como processo para dentro da escola, da sala de aula ou do cotidiano escolar, mas um processo que acontece em todo e qualquer segmento da sociedade, seja ele qual for.

Estamos estudando também como o Pedagogo se insere neste novo contexto social, percebendo a sua relação em diferentes espaços. “... Verifica-se hoje, uma ação pedagógica múltipla na sociedade. O pedagógico perpassa toda a sociedade, extrapolando o âmbito escolar formal, abrangendo esferas mais amplas da educação informal e não-formal” (Libâneo, 2002, p.28).

É importante destacar aqui como a educação formal e a não formal caminham paralelamente e, portanto, a necessidade de agregar ao ensino formal, ministrado nas escolas, conteúdos da educação não-formal, como os conhecimentos relativos às motivações, à situação social, à origem cultural, etc. Por isto, esta nova perspectiva de atuação do Pedagogo, sua qualificação vem filtrando cada vez mais, buscando uma relação estreita entre as diferentes propostas de educação existentes na sociedade. “... uma nova cultura escolar que forneça aos alunos instrumentos para que saibam interpretar o mundo” (Touraine, 1997, citação da autora)

O ambiente organizacional contemporâneo requer o trabalhador pensante, criativo, pró-ativo, analítico, com habilidade para resolução de problemas e tomada de decisões, capacidade de trabalho em equipe e em total contato com a rapidez de transformação e a flexibilização dos tempos atuais.

Mas como conseguir isso? Como conseguir desenvolver competências nos alunos de nossas escolas atuais? Como contribuir para a construção de colaboradores autônomos, e com espírito de aprendizes? Como manter as organizações atualizadas no mundo que vive a transformação num ritmo frenético? Como transformar o ambiente de trabalho em um ambiente de aprendizagem permanente?

Diante dessas indagações surge a figura do Pedagogo Empresarial. Cada vez mais as empresas descobrem a importância da educação no trabalho e desvendam a influência da ação educativa do Pedagogo na empresa. O Pedagogo não é mais só o profissional que atua no ambiente escolar. Ao contrário, dispõe de uma imensa área de atuação, tais como: empresas de diversos setores, ONGS, editoras, sites e em todas as áreas que requeiram um trabalho educativo.

A tarefa do Pedagogo Empresarial é, entre outras, a de ser o mediador e o articulador de ações educacionais na administração de informações dentro do processo contínuo de mudanças e de gestão do conhecimento. Gerenciar processos de mudança exige novas posturas e novos valores organizacionais, características fundamentais para empresas que pretendem manter-se ativas e competitivas no mercado.

A palavra de ordem hoje é Gestão do Conhecimento. Escolas e empresas que não repensarem seus modelos e agarrarem-se aos velhos paradigmas do aprendizado e das relações humanas, estarão, certamente, fadadas ao fracasso ou ao desaparecimento. A inexorabilidade da reestruturação sócio-econômica obriga que as escolas desenvolvam competências nos alunos para atender às exigências do mercado de trabalho e que as organizações reestruturem-se e transforme o ambiente de trabalho num ambiente de aprendizagem, contribuindo para a construção de pessoas que se antecipem aos acontecimentos, sejam atualizadas e saibam aprender a aprender.

É nesta perspectiva que o Curso de Pedagogia do ISECENSA preocupa-se com a formação dos seus alunos, proporcionando-lhes aulas de campo e experiências práticas que os coloquem em contato com as diversas modalidades educativas, a fim de que saiam para o mercado de trabalho aptos a atuar de forma inovadora, criativa e eficiente.Fazendo a diferença e deixando sua marca!

A partir da leitura deste texto, do vídeo acima e das discussões realizadas nas aulas de Formação Profissional VII faça um comentário sobre as experiências e aprendizagens obtidas a partir do curso e das suas perspectivas profissionais ao término da sua formação inicial.

Em que campo da Pedagogia pretende atuar?

Um abraço...

Liliana Azevedo Nogueira

sexta-feira, 6 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER...UMA HOMENAGEM A TODAS AS GRANDES MULHERES!


MULHER

Ser mulher...
É viver mil vezes em apenas uma vida.

É lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora.





É estar antes do ontem e depois do amanhã.É desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.


Ser mulher...
É caminhar na dúvida cheia de certezas.
É correr atrás das nuvens num dia de sol.
É alcançar o sol num dia de chuva.



Ser mulher...
É chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza.
É acreditar quando ninguém mais acredita.É cancelar sonhos em prol de terceiros.É esperar quando ninguém mais espera.








Ser mulher...
É identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa.
É ser enganada, e sempre dar mais uma chance.
É cair no fundo do poço, e emergir sem ajuda.








Ser mulher...
É estar em mil lugares de uma só vez.
É fazer mil papéis ao mesmo tempo.
É ser forte e fingir que é frágil... Pra ter um carinho.




Ser mulher...
É se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas.
É distribuir emoções que nem sempre são captadas.


Ser mulher...
É comprar, emprestar, alugar,vender sentimentos, mas jamais dever.
É construir castelos na areia,ve-los desmoronados pelas águas.E ainda assim amá-los.









Ser mulher...
É saber dar o perdão...
É tentar recuperar o irrecuperável.

É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.
Ser mulher...É estender a mão a quem ainda não pediu.
É doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher...É não ter vergonha de chorar por amor.
É saber a hora certa do fim.É esperar sempre por um recomeço.
Ser mulher...
É ser mãe dos seus filhos...
Dos filhos de outros.É amá-los igualmente.













Ser mulher...É ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem.
É desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos.
E fincar a bandeira da conquista.

Ser mulher... é ter a certeza de ser a criatura mais Divina de Deus, pois a prova maior é de que Ele escolheu Maria (uma mulher) para ser a Mãe de seu filho Jesus Cristo e de todos nós!!!













Este texto é uma homenagem a todas a mulheres (mesmo que não estejam nas fotos) que fazem parte da minha história de vida e que me ensinam todos os dias a me orgulhar da condição feminina!


Parabéns a todas a mulheres, minhas mães, irmãs, amigas, companheiras de trabalho, minhas alunas queridas e tantas outras que passaram pela minha vida e me inspiram a ser uma MULHER QUE AMA A VIDA E QUE SE SENTE AMADA POR ELA!

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!


LILIANA AZEVEDO NOGUEIRA
Texto: AUTOR DESCONHECIDO