domingo, 12 de outubro de 2008

Uma homenagem aos professores...

“Todo mundo tem um professor ou professora inesquecível...alguém que marcou profundamente a nossa caminhada e que em muitos momentos nos inspira, através de lembranças, em nossa trajetória profissional e pessoal.” Pare e pense... quem foi um mestre inesquecível para você? Seu professor de matemática? Sua professora de Didática? Sua professora de Filosofia? Sua alfabetizadora?Pense no que cada um deles fez para tornar-se um Professor Inesquecível!?
Ao refletirmos sobre a essência daqueles mestres que marcaram nossa trajetória de estudante constatamos que um professor inesquecível é aquele que reflete profundamente sobre as expectativas que os alunos têm em relação a vida presente e futura. Ao pensar nos professores inesquecíveis que tivemos, podemos destacar características peculiares como a capacidade de cultivar os sonhos dos alunos, motivando-os e fazendo-os perceber o quanto eram capazes de aprender; a capacidade de aproximar a teoria da prática; de estar sempre buscando novos conhecimentos e sobretudo a consciência de que não era o “dono do saber” e, por isso, valorizava a participação, o diálogo entre os alunos; estimulando-os a caminharem sozinhos, com passos firmes e seguros.
Ao longo de nossa história percebemos que aquele nosso professor inesquecível era alguém que como qualquer pessoa possuia medos, sonhos, dúvidas, inseguranças, no entanto se diferenciava dos demais, simplesmente porque era alguém predisposto a aprender, capaz de fazer seus alunos refletirem sobre seus comportamentos e a realidade que os cercava. Alguém que ao invés de ensinar respostas ensinava perguntas, provocando os alunos a investigarem, pesquisarem e tornarem pensadores e não meros repetidores do que outras gerações já tenham feito.
Assim, quando me propus a escrever sobre ser um professor inesquecível fiz uma maravilhosa viagem no tempo. Revivi momentos agradáveis e dentro do meu íntimo constatei o quanto cada um, na sua especificidade contribuiu para suscitar a minha paixão que no dia-a-dia do exercício da profissão docente se transformou num grandíssimo amor à educação!
É inegável que exercer o magistério causa um certo fascínio, pois supõe a capacidade de influenciar as pessoas a ver, ouvir, sentir a beleza da vida e sobretudo plantar a semente de mudança para um mundo melhor! È por isso, que hoje escrevo para todos os meus professores de ontem, de hoje e de amanhã a fim de lembrá-los de que a profissão docente é a base que sustenta toda sociedade, pois todas as profissões se fazem e se constituem a partir dela.
“PROFESSOR”, não existe profissão mais linda e gratificante que essa. Escolher uma profissão, onde a pessoa passa boa parte de sua vida semeando conhecimento, fazendo florescer nas pessoas o desejo de aprender e colher frutos desse plantio é realmente uma dádiva.Sabemos que não é simples o exercício do magistério. Tornar-se um professor inesquecível exige não apenas a competência, mas um treinamento diário de superação de desafios.
O exercício dessa profissão é árdua e exaustiva; os percalços do dia a dia da sala de aula são constantes; o professor tem que educar, transmitir conhecimento, estar aberto ao novo, mediar conflitos, trabalhar o conhecimento de forma não fragmentada, ter conhecimento pleno sobre a evolução do processo cognitivo de seu aluno e outros. No entanto, alguns desses passam anos e anos em sala de aula, e nunca se tornarão um professor inesquecível. Sabem por quê?
Porque ser professor é não ser meramente um transmissor de conteúdos programáticos, e sim um formador de seres humanos que farão diferença no mundo conforme escreveu o célebre Augusto Cury. Hoje o estudante de qualquer faixa etária tem inúmeros recursos didáticos que vão dos livros à internet, porém nada substitui a presença do professor, ser humano, repleto de amorosidade que oportuniza o acesso ao conhecimento e desperta em seu aluno o desejo de aprender.
Por isso, sugiro aos alunos que não deixem de valorizar, elogiar e compartilhar com seus mestres esses momentos inesquecíveis, porque o tempo passa e deixa muitas saudades. E as saudades deixadas reforçam a música que diz: “a saudade é uma forma de ficar”, são as saudades, as lembranças e os ensinamentos que eternizam os mestres dentro de cada um de nós.
Um mestre inesquecível, nunca morre, se eterniza em seus alunos e se faz presente, vivo nas ações e pensamentos destes, pois o legado de um professor não são indústrias, contas bancárias recheadas, terras, imóveis ou empresas em geral. Seu legado a traça não pode comer. Seu legado ultrapassa, muitas vezes, os séculos. O sonho de um professor é ter seu nome lembrado por suas idéias e ensinamentos muito tempo depois de ter deixado de viver. Sócrates não deixou nada escrito. Só ensinou. Graças a Platão, seu aluno dileto, ficou conhecido e é até hoje estudado. Esse é o sonho maior de um verdadeiro mestre - ser eternamente lembrado através de seus alunos.
Hoje, mesmo sendo professores...continuamos a exercer também o lugar de alunos, pois somos aprendentes e herdeiros dos nossos mestres. Não somos herdeiros de bens materiais, mas herdeiros de aprendizagem, de conhecimento e cultura. Essas são heranças verdadeiras; são os únicos legados que temos a certeza que, ao adquirirmos, passam a ser exclusividade nossa.
Assim, professor, você pode orgulhar-se de sua profissão sem receio, pois você tem o segredo desse cofre e, ao abri-lo pode distribuir sua riqueza, esses bens aos seus alunos! Como não sentir orgulho deste oficio!Orgulhem-se, e reflitam para que façam educação com prazer, sem excluir, acolhendo e oportunizando e lembrando sempre que já foram e continuarão sempre alunos também, uma vez que o verdadeiro “PROFESSOR” é aquele não age como o dono da verdade absoluta, mas aquele que busca conhecer a si próprio para ajudar seu aluno a chegar ao conhecimento e não enxergar no outro o que na verdade está muitas vezes em si.
Educadores busquem ser inesquecíveis, pois o ofício docente supõe semear com sabedoria e colher com paciência. É ser um garimpeiro que procura os tesouros do coração, vendo o que ninguém vê, enxergando um tesouro soterrado entre as flores e pedras do coração dos nossos alunos. Devemos ainda lembrar que cada criança e jovem é um ser único no teatro da vida. Por trás de cada aluno arredio, de cada jovem agressivo, há um ser que precisa de afeto, paciência, diálogo. Esse é o segredo, a educação do afeto que humaniza e que cura as feridas da alma e que ajuda a reescrever as páginas fechadas do inconsciente. Essa é a essência do professor inesquecível: educar para a vida, ensinando aos alunos a extraírem de cada lágrima uma lição de esperança e persistência!
Entretanto, cada professor sabe que os sucessos na educação derivam de muito esforço, preparação, estudo constante e, sobretudo, da necessária parceria com nossos estudantes. Mas vale a pena, quando somos orgulhosos e conscientes de nossa tarefa. E isso se concretiza, quando nos damos conta de que a educação está em tudo, está dentro de cada um de nós, porque de repente sem nos darmos conta, vemos a educação nos filmes que assistimos, nos livros que lemos nas músicas que escutamos, no movimento das marés, na luz do sol, no brilho das estrelas e nos olhos de nossos alunos que nos pedem silenciosamente que façamos algo pela escola para torná-la mais e mais sedutora, interessante e inteligente.
Sou educadora com muito orgulho, porque acredito que a única forma de superar os desmazelos da vida cotidiana, recheada de escândalos e problemas (corrupção, violência, desestruturação familiar, drogas,...), passa pela criação de possibilidades melhores para o amanhã das pessoas. E o melhor caminho para a efetivação dessa vida com perspectivas de crescimento e progresso passa necessariamente pela escola, por nossas salas de aula, pelo nosso trabalho...É isso tudo que me faz sentir que trabalho na profissão mais importante que existe e que me deixa sempre com um sorriso no rosto quando afirmo que sou, com orgulho, um professor...
Amigos professores tenham a certeza de que, sem vocês, a sociedade não tem horizonte, nossas noites não têm estrelas, nossa alma não tem saúde, nossa emoção não tem alegria. O mundo pode não nos aplaudir, mas o conhecimento mais lúcido da ciência tem de reconhecer que nós somos os profissionais mais importantes da sociedade.
Por essa razão, a cada professora e a cada professor que fez parte da minha educação e comigo comunga do ideal de educar desejo vida longa, muita esperança, muita condição de luta e muita vontade de realizar a sua tarefa. Não escrevo para heróis e heroínas fictícios, mas para pessoas reais que sabem que educar é realizar a mais bela e complexa arte da inteligência.
Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro!!Assim, finalizo esse artigo agradecendo a todos os educadores que com profissionalismo, competência e todo o amor fizeram e fazem a diferença na educação, plantando em nas mentes e corações dos jovens e crianças a semente da transformação da sociedade, não através da luta de poder exarcerbada, mas através da transformação por meio da amorosidade, da partilha e da paz!Essa deve ser a verdadeira arma de transformação da sociedade, usar a inteligência para cultivar a paz e o bem comum! Vocês são mestres da vida, sujeitos que usam, mas transcendem a lógica e operam no universo da emoção, não a emoção treatal, mas genuína, emoção que contagia, a partir do invisível (lembra-se daquele seu professor ou professora cujas atitudes marcaram sua vida?).
Dedico este texto a todos os professores que tive e tenho...mas especialmente a três professoras: minha mãe Eliane, Tia Edna (minha alfabetizadora) que me iniciou no mundo das letras e a Irmã Luzia (minha sempre mestra) que despertou em meu coração e na minha mente a paixão e o amor terno pela EDUCAÇÃO!!!!
Dedico também a todas as minhas alunas e ex.alunas do Curso Normal Médio do CENSA e do Curso de Pedagogia do ISECENSA que comigo compartilham o sonho de fazer uma educação de qualidade e com a “cabeça bem feita” e apesar de tantas lutas concretizam esse sonho em sua realidade de sala de aula!
Feliz Dia dos Professores!!!!
Liliana Azevedo Nogueira
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vencer o mal com o bem!


Que bom seria se pudéssemos congelar as guerras, interromper os vôos das balas (projéteis) e evitar as agressões fisicas e verbais antes que elas tocassem os corações das pessoas. Que bom seria se as guerras terminassem como naquela história infantil escrita por Maurice Druon, na qual Tistu “O menino do dedo verde”, tinha a capacidade de apenas com um toque transformar enormes canhões em máquinas lançadoras de flores. Que bom seria se pudéssemos realmente colocar em prática as lições de grandes personalidades como Ghandi, Jonh Lenon, Paulo de Tarso, João Paulo II, Teresa de Calcutá e Ingrid Bittencourt. Pessoas que lutaram por um mundo melhor, fazendo a sua parte através de gestos de fé, coragem, solidariedade, amorosidade e esperança.

Ao conhecer a história desses homens e mulheres algo é muito comum: a perseverança silenciosa pela paz e um ideal de vida voltado para o bem do próximo. Cada um deles nos ensina que através de nossas atitudes diárias podemos contribuir para um mundo melhor. E que cada gesto mais humano e menos egoísta que praticarmos no dia-a-dia poderá gerar ações e atitudes semelhantes, multiplicando a paz e o amor nos corações humanos.

Em uma de suas últimas pregações João Paulo II deixou uma mensagem que pode ser assumida ao mesmo tempo por todas as religiões e por todos os homens que desejam fazer uma diferença na luta pela construção da paz: vencer o mal com o bem. Mas que reflexão deve brotar dessa expressão?

Devemos refletir que diante do mal feito aos nossos semelhantes, que diante mesmo do mal feito a nós, não podemos acrescentar mais mal, mais agressão, mais violência. Não podemos nos vingar sob pena de fazer crescer essa mortal espiral que parece que nunca se acabará.

Por isso é fundamental entendermos que o caminho da Paz proposto por João Paulo II fundamenta-se numa atitude de mansidão e de perseverança. Assim, também devemos enquanto sujeitos, autores de paz nos inspirarmos nas palavras do iluminado e apaixonado Paulo de Tarso que dizia: "Não te deixes vencer pelo mal. Vence antes o mal com o bem".

Neste tempo em que vivemos rodeados pela luta de poder a qualquer custo, em que gestos de carinho e atenção são trocados por dinheiro, em que o ser humano deixa-se levar pela lei do Gerson, da troca e do suborno, precisamos lutar pela prática do bem. Só há uma atitude capaz de quebrar a espiral diabólica do poder , da violência e do mal: o amor e o bem praticados em favor de todos.

Para conseguir o bem da paz é necessário afirmar, com consciente lucidez, que a guerra de poder é um mal inaceitável e que nunca resolve os problemas e as angústias humanas. Não fomos feitos para a morte que a violência moral e física gerada pelas desigualdades e discordâncias engendram, mas sim para a vida, para a solidariedade e para a construção de atitudes de amorosidade e respeito a dignidade humana! Portanto, agressões, difamações, violência, mentira, rancor e perseguição nunca são caminhos válidos nem justos, pois semeiam a destruição da dignidade humana. Com sua sabedoria que ultrapassava a todas, Jesus de Nazaré mudou a vida de Paulo de Tarso, transformando aquele violento homem, num grande profeta do cristianismo e da paz.

A experiência do amor do Pai inspirou Paulo de Tarso a escrever aos cristãos de Roma, que se debatiam com o sofrimento da perseguição e da violência: "Vencei o mal com o bem" . E depois de Paulo, muitos outros, cristãos ou não, marcaram a história da humanidade praticando esse princípio de diferentes maneiras.

Entre essas personalidades, cabe destacar a figura de Ingrid Bittencourt, que apesar de sua aparente saúde frágil, demonstra em seu olhar uma FORÇA sem dureza e uma CORAGEM sem violência, ensinando a todos que é possível defender um ideal de democracia, utilizando como armas fortes a inteligência, persistência, a serenidade, a esperança e a paz interior. A libertação dessa mulher nos deixa muitas lições, entre elas cabe destacar sua opção por serenamente erguer a bandeira da paz e pregar o amor.

João Paulo II, Paulo de Tarso, Ingrid Bittencourt, Gandhi, Jonh Lennon, Madre Tersa de Calcutá e tantos outros e outras, todos, em sua maneira de viver, de amar, de sofrer, de morrer, de agir nos provam que vencer o mal com o bem é o verdadeiro caminho para a paz. E mais: prova que, se é um caminho difícil, não é impossível nem desumano ou desumanizante. Lutar pela paz e pelo bem não é tarefa para os anjos, mas para cada um de nós, homens e mulheres de carne e osso, com sentimentos e desejos muito concretos.

Precisamos entender que o respeito e o crescimento da vida humana exigem a Paz . A Paz não é só a ausência da Guerra, nem se limita a manter o equilíbrio das forças contrárias. A Paz deve ser fruto da livre comunicação entre os homens, do respeito a dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade. Entretanto para se atingir a paz e vencer o mal no mundo teremos que estar em primeiro lugar, em paz com nós mesmos e no seio das nossas famílias, pois o convite a vencer o mal com o bem tem endereço certo: nós mesmos, todos e cada um de nós.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O DESAFIO DE CONTINUAR ESCREVENDO A HISTÓRIA DO INSTITUTO DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA – FMAs







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O DESAFIO DE CONTINUAR ESCREVENDO A HISTÓRIA DO INSTITUTO DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA – FMAs


Entre os dias 31/07 e 02/08 aconteceu no ISECENSA - Campos dos Goytacazes/RJ, o 1°. Seminário de Educadores das Instituições Superiores das Filhas de Maria Auxiliadora - IES/FMA do Brasil.
Foram três dias muito intensos, repletos de reencontros, partilha, debates e muita troca de experiência, reforçando os laços de família salesiana, que ultrapassa as distâncias físicas e une todos em torno de um único ideal: formar “bons cristãos e honestos cidadãos”.
A realização deste primeiro encontro certamente foi um marco na vida pessoal e profissional dos educadores universitários do Brasil participantes, pois pudemos sentir e rearfimar a mística e o carisma que nos congrega. Somos filhos de sonhadores, Giovanni Bosco e Maria Domingas Mazzarello e somos os responsáveis por dar continuidade a um ideal que começou a se concretizar no interior da Itália e vem se estendendo para todo o mundo.
Segundo Ir. Suraya Chaloub (diretora do ISECENSA – Campos dos Goytacazes/RJ), hoje são cerca de 40 Instituições de Educação Superior no mundo, disseminadas em vários continentes, em contínua expansão, comprometidas em assegurar uma presença FMA significativa, se constituindo um laboratório de autêntico humanismo cristão, capaz de conjugar ciência e vida, pesquisa científica e responsabilidade social.
A abertura do Seminário foi realizada pela Conselheira Geral das FMA, Madre Maria del Carmen Canales, que falou diretamente da Itália por meio de videoconferência. Madre Canales enfatizou que é fundamental que nós, enquanto educadores universitários internalizemos e compreendamos a alma da instituição salesiana, seus objetivos e sua maneira de interagir com o jovem. Acentuou ainda sobre a importância das instituições experimentarem as novas linguagens do mundo virtual, pois é esse o “oceano” onde o jovem está acostumado a navegar e para conquistá-lo precisamos conhecer seu mundo! Essa expressão da Madre Canales ilustra em outras palavras aquilo que Dom Bosco dizia no século XIX, não fazer como o jovem, mas fazer com ele. È essencial conhecer o mundo dos jovens para poder conquistar sua confiança e assim ter a oportunidade de interagir com ele ou intervir no momento adequado! Essa é a verdadeira educação preventiva que Dom Bosco sonhava.
O encontro também ofereceu muitos momentos reflexivos em que foram apresentados temas relevantes no cenário mundial, entre os quais podemos destacar: os fundamentos do Documento de Aparecida, as Linhas Orientadoras da Missão Educativa Salesiana, a Identidade Institucional, a Mística e Espiritualidade, Sustentabilidade, Sistemas de Comunicação e novas linguagens, Educação a Distância, a Declaração de Bolonha e a análise dos PPIs das ISS/FMAs. Posteriormente a cada iluminação realizávamos trabalhos em grupos, onde nós educadores leigos e Irmãs Salesianas tivemos a oportunidade de trocar idéias e relatar nossas experiências nos diversos âmbitos de atuação.
Todos os dias havia o momento dos plenários a fim de apresentarmos gradativamente as primeiras idéias para a elaboração do documento da Identidade Institucional das ISS/FMAs.
No sábado dia 02/08 elaboramos as propostas do documento a partir dos seguintes aspectos: Missão; Qualidade acadêmica, social, cultural e religiosa; Comunicação (interna e externa); Sustentabilidade (organizacional e atitudinal) e Formação dos educadores (salesianidade, profissionalismo, processualidade e comprometimento).
Entre os aspectos apresentados nos plenários cabe aqui destacar alguns, tais como: a construção de um projeto sistemático de formação contínua dos educadores, a fim de que possam conhecer e internalizar a pedagogia salesiana por meio do estudo da vida de Dom Bosco e Madre Mazzarello (contexto histórico, social, psicológico, cultural e científico da época); os projetos de responsabilidade social; a educação centrada na pessoa e na fé cristã, novas linguagens da comunicação e, sobretudo o diálogo entre as Instituições salesianas, gerando o intercâmbio de alunos e professores.
Ah... se as palavras pudessem expressar tudo o que foi vivido neste “pequeno- grande” encontro!!! C
omo ex. aluna e hoje como professora universitária foram momentos profundos de reencontro com Irmãs queridas já conhecidas e de criação de laços com novas Irmãs e com colegas leigos, companheiros de fé e de missão educativa salesiana.
Sentirei saudades de todas e todos... Mas sei que nos despedimos na certeza de nos reencontrarmos em Lorena-SP, cidade que sediará em 2009 o próximo seminário!
Queria agradecer às Irmãs que sonharam e realizaram esse encontro, senti no profundo do meu ser que a EQUIPEDE renasce, não com esse nome... Pois este já fez sua história! Porque como disse Irmã Lea Ramos, “Dom Bosco começou a escrever a história, escreveu muitos rascunhos e passou a limpo, agora está nas mãos das FMA e de nós leigos (longa manus das FMA) continuarmos a escrever esta história que não tem fim...pois se eterniza no legado deixado a cada Irmã e a nós e no legado que deixaremos para nossos alunos e filhos!
Afinal, Giovanni Bosco e Maria Mazzarello não morreram.Vivem em nós!!!!!!!!!!!!!
Irmãs e educadores, temos uma missão a realizar e uma história para continuar a escrever!!!!!!


Liliana Azevedo Nogueira

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Curso Normal Médio – formação inicial de qualidade

A profissão docente sempre foi e será importante para a sociedade. Nenhuma grande personalidade atingiu o posto que hoje ocupa sem que tenha passado pelas mãos de uma professora “primária” ou de ensino fundamental. Sobre a importância da educação e, conseqüentemente, de quem educa, Brandão assim se manifesta:
Fomos um dia o que alguma educação nos fez. E estaremos sendo, a cada momento de nossas vidas, o que fazemos com a educação que praticamos e o que os círculos de buscadores de saber com os quais nos envolvemos estão constantemente criando em nós e fazendo conosco. (BRANDÃO, 2000, p. 451)
Depois de décadas de menosprezo e abandono, o professor volta a ter sua importância reconhecida. Em conseqüência, o país vê-se diante de um fenômeno curioso: a autocomiseração de antes cede lugar a certo orgulho. Hoje em plenos anos 2000 há quem diga o inimaginável no tempo das greves do magistério dos anos 80: vale a pena ser professor!
Assim, nota-se que estamos vivendo uma fase de revalorização da docência devido as demandas dos novos tempos de mercados mais abertos, de concorrência mais feroz e de ênfase a uma formação básica de qualidade, exigindo das escolas e universidades a preparação dos sujeitos para competir e alcançar o sucesso. E essa realidade reforça a concepção de que só quem prepara é o professor!
Vale ressaltar que a imagem do docente como um missionário do saber, que existia nos tempos de nossos avós, ou do eterno militante por melhores salários, de um passado não tão distante assim, está ficando para trás. Hoje predomina a idéia do professor eficiente, que ensina melhor e consegue bons resultados com o aluno.
É a partir desta perspectiva que cresce cada vez mais em nosso país a consciência de que é preciso investir na formação dos profissionais da educação, principalmente daqueles que trabalham as bases do conhecimento (profissionais de educação infantil e ensino fundamental). Essa necessidade vem obrigando as escolas de qualidade à re-implantarem os Cursos de Formação de Professores a nível Médio, considerado como formação inicial para o exercício da docência na Educação Infantil e Ensino Funadmental – 1°. Segmento.
Sobre isso a Resolução nº. 02, de 19 de abril de 1999, é bem clara, instituindo Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Docentes da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, em nível médio, na modalidade normal. Essa resolução segue, pois, em conformidade com a lei 9394/96. inspirada nos princípios éticos, estéticos e políticos. (cf. Resoluçaõ CEB Nº 02/19104.99).
É em consonância com a Resolução n°.02, de 19 de abril de 1999 que o Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora – CENSA – Campos dos Goytacazes – RJ mantém seu Curso de Formação de Professores a nível médio, sendo uma referência na preparação dos docentes no norte fluminense. O CENSA foi fundado em 18 de fevereiro de 1925 na cidade de Campos dos Goytacazes – RJ e tem sua proposta pedagógica apoiada nos princípios educativos dos seus fundadores São João Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello. A Instituição é parte integrante do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, pertencendo a uma “rede mundial de educação e de solidariedade”, da qual fazem parte 81 escolas no Brasil e no mundo, congregando cerca de 84.000 estudantes.
Segundo Carvalho (2007, p.38) o CENSA é uma escola voltada para a cidadania evangélica e é neste contexto que se inscreve o seu Curso Normal Médio constituindo-se o primeiro passo para a formação inicial de suas futuras professoras. A política de formação continuada de professores no CENSA também é sistemática, sendo um compromisso efetivo da Instituição.
É nessa “ecologia pedagógica” que se tece a vocação para educar, pois 88% das professoras atuantes na Instituição são oriundas do seu Curso Normal Médio e agora também do seu Curso de Pedagogia, cuja preocupação centra-se na docência e na pesquisa, como condições para formar docentes comprometidas com a instituição escolar e com sua missão na sociedade.
O Curso Normal Médio, assim como todo o CENSA fundamenta-se em três pilares que sustentam o estilo salesiano de educar: RAZÃO, RELIGIÃO e AMOREVOLEZZA. Razão no sentido de criar e garantir através do diálogo a autonomia intelectual do aluno, oportunizando-o a compreensão da vida e da razão de ser das coisas, assumindo com responsabilidade as exigências para o crescimento pessoal e para a convivência no grupo. Religião como busca do sentido da vida e a alegria de viver, através de uma convivência integradora, experienciando a unidade pessoal, a mística, a ascese, com base no Evangelho. A religião impulsiona educadores e educandos a desenvolver os valores do humano e do transcendente, buscando construir o próprio projeto de vida, enquanto se inserem na comunidade de fé. A amorevolezza significa a afetividade, marca salesiana. Dom Bosco usava esta palavra para indicar amor, carinho, afeição demonstrada, familiaridade, presença. A amorevolezza é uma energia espiritual, que nasce da mística do amor de Deus para os jovens.
Pautado nestes princípios educativos, o Curso Normal Médio do CENSA oportuniza uma formação teórico-prática e reflexiva, conectada com as demandas do mundo atual, preparando suas alunas para enfrentar com compromisso, competência e responsabilidade os desafios da profissão docente no âmbito público e particular.
Visa oportunizar ainda as suas alunas, futuras educadoras: (a)Compreender de forma ampla e consistente o fenômeno e a prática educativa que se dão em diferentes âmbitos e especificidades;(b)Identificar problemas sócio-culturais educacionais, propondo respostas criativas às questões da qualidade de ensino e das medidas que visem a superar a exclusão social;(c)Estabelecer diálogo entre a área educacional e as demais áreas do conhecimento, desenvolvendo um práxis educativa, pautada na relação teoria-prática através da reflexão na ação e sobre a ação;(d)Articular ensino-pesquisa, apropriação e produção do conhecimento/saberes na construção da prática pedagógica;(e)Desenvolver metodologias e materiais pedagógicos adequados a utilização das tecnologias da informação e da comunicação nas práticas educativas;(f)Estimular o comprometimento com a ética na atuação profissional e com a organização democrática da sociedade e (g)Compreender o processo de construção do conhecimento no indivíduo inserido em seu contexto social e cultural. Nesta perspectiva, as alunas desenvolvem competências e habilidades que as tornam capazes de conhecer a realidade em que se inserem os processos educativos e desenvolver formas de intervenção, com base na compreensão dos aspectos filosóficos, sociais, históricos, econômicos, políticos e culturais que a configuram e condicionam; Compreender os vários domínios do conhecimento pedagógico e os conteúdos disciplinares específicos e respectivas metodologias numa perspectiva de formação contínua e auto-aperfeiçoamento; Articular as teorias pedagógicas e curriculares no processo ação-reflexão, envolvendo a docência, elaboração e avaliação de projetos pedagógicos e o desenvolvimento da organização e gestão do trabalho educativo; Desenvolver metodologias e materiais pedagógicos adequados a utilização das tecnologias da informação e da comunicação nas práticas educativas e compreender o processo de construção do conhecimento no indivíduo inserido em seu contexto social e cultural.
Todas essas habilidades e competências são desenvolvidas ao longo dos 3 anos do curso que funciona em regime integral e que tem como princípios educativos a pesquisa, a relação teoria-prática, a alfabetização digital e a prática reflexiva.
Isso pode ser observado nos blogs que as alunas constroem relatando suas experiências iniciais na docência através da observação nos estágios, das aulas práticas e da elaboração de uma monografia para a conclusão do curso.
Formar professores competentes e comprometidos, esse é a herança que o CENSA deixará para a Comunidade Educativa de Campos – RJ.
Liliana Azevedo Nogueira
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domingo, 20 de julho de 2008

Todo dia é um desafio...

Todos nós somos capazes de superar os desafios que surgem em nossa caminhada. Entretanto, só seremos vencedores a medida em que escolhermos encarar de frente os desafios e fazer deles, degraus para alcançar a excelência como pessoa.
Precisamos acreditar em nosso potencial e lutar cada dia, cada hora, cada minuto e segundo para construir um mundo melhor, que começa é claro, dentro de cada um de nós!!!
Este vídeo traz uma mensagem para cada um que é e deseja ser um educador de verdade, pois a educação é um chamado... e um testemunho! Ser educador é ter oportunidade de deixar um legado para as gerações futuras e é nunca morrer, porque seus ensinamentos se eternizam nos corações de seus alunos!
Por isso, educar é um desafio diário, uma vocação, mas sobretudo a profissão mais necessária a construção de um novo projeto de sociedade!
Ser educador é resgatar e imprimir valores, é aceitar que temos direito de errar e acertar, é fazer renascer nos corações e mentes o desejo de ser melhor e de protagonizar uma nova história na nossa cidade, no nosso país e no mundo!
Deixe seu comentário, relacionando-o com a profissão de professor!
Um abraço!
Liliana Nogueira
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Educador : tarefa de despertar o gosto pela leitura


Vivemos num mundo em que a velocidade das informações é enorme e precisamos aprender então a geri-las, selecioná-las, mas acima de tudo transformá-las em conhecimentos e saberes. Para isto precisamos de um recurso indispensável: a leitura. A leitura no seu sentido geral amplia nossos horizontes, nos transporta ao mundo da imaginação e dos sonhos, sem contar os conhecimentos mil que acabamos adquirindo quando mergulhamos em universos desconhecidos como a literatura infantil ou infanto-juvenil, a literatura fantástica, a literatura clássica, além dos artigos políticos, econômicos, sociais, culturais e principalmente em nosso caso, a leitura pedagógica que nos remete a uma reflexão sobre a nossa ação educativa.
É extremamente relevante hoje desenvolvermos uma “cultura de leitura”, pois só assim seremos aprendizes e formadores de opinião em todo ambiente educativo, social e democrático que estivermos. Se quisermos alunos leitores é fundamental sermos professores leitores, pois segundo Freire (1980) educamos muito mais por exemplos e ações do que por palavras.
É fundamental compreender que, na formação de cada cidadão bem como de um povo, a leitura é de máxima importância, representando um papel essencial, pois revela-se como uma das vias no processo de construção do conhecimento, como fonte de informação e formação cultural. Ler é um exercício de indagação, de reflexão crítica, de entendimento, de captação de símbolos e sinais, de mensagens, de conteúdo, de informações... através da leitura fazemos um intercâmbio, uma vez que possibilita relações intelectuais e potencializa outras. Permite-nos a formação dos nossos próprios conceitos, explicações e entendimentos sobre realidades, elementos e/ou fenômenos com os quais defrontamo-nos.
Neste contexto despertar o gosto pela leitura é o grande desafio da escola e dos professores, pois numa época em que os recursos tecnológicos se proliferam, nenhum deles substituirá a leitura, que é parte essencial do trabalho, do empenho, de perseverança, da dedicação em aprender.
Ademais, a leitura faz emergir idéias e reflexões sobre a prática educativa oportunizando construir e criar caminhos para redirecioná-la e ressignificá-la segundo a realidade em que atua, voltada aos interesses e às necessidades dos alunos.Nesse sentido, Freire, (1996, p.43) afirma que: “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem é que se pode melhorar a próxima prática.”
É essencial reforçar em nossas mentes a convicção de que aprender e ensinar são práticas indissociadas e permanentemente interligadas, pois aprender com sentido é aprender e ensinar com um sonho na mente, imprimindo na alma emoções e convicções que se eternizam. E só o educador é o mediador, o interlocutor para a realização deste sonho, o sonho de cidadãos humanizados, educados, letrados e comprometidos com um novo projeto de sociedade.
É essencial neste mundo certificar de que a presença dos educadores é fundamental no grande mutirão da vida, lançando as primeiras bases que transformarão idéias em projetos, concretizados pelos nossos alunos em terra firme ou na imensidão.
A leitura abre caminhos e nos eleva a transcendência!!!
Leiam...experimentem...
Liliana Nogueira

domingo, 6 de julho de 2008

Ser professor: arte, profissão e humanização



Professor, palavra de origem latina, que significa aquele que professa ou ensina uma arte, uma técnica, uma disciplina: é o mestre. Esta profissão “árdua”, mas sublime, nos oportuniza professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se nosso aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu conosco e se tornar um sujeito que contribui para a mudança da sociedade.



No exercício da profissão docente, educar é arte, profissão, mas, sobretudo, uma postura de vida, pois fora das salas de aula e das escolas, continuamos sendo educadores na medida em que somos o tempo todo reconhecidos e identificados nas ruas por nossos ex.alunos, atuais alunos e futuros alunos. Tudo isso porque o professor é um elemento fundamental no processo de construção de valores e de uma nova sociedade, sendo responsável por despertar o desejo de aprender, de preparar e de HUMANIZAR uma geração inteira para atuar na complexidade do mundo moderno, uma geração que tenha fé na vida, no homem e no futuro que construirá.



Essa é a grande meta do educador comprometido com um projeto novo de sociedade e, para isso, concordamos com Freire quando diz que a educação transcende a instrução, pois “em lugar das aulas exclusivamente expositivas, a opção pelo diálogo. Em lugar do professor orador, a atuação do coordenador de debates e animador cultural. Em lugar de aluno, com tradições passivas, o sujeito participante de grupo. Em lugar dos conteúdos idealizadores da realidade, os temas geradores, a discussão crítico-criativa da realidade. Em lugar de treinar pessoas para simplesmente se adaptarem, formar agentes sociais de mudança.” (FREIRE, 1983, 103). Ser professor é ser emoção. Todos os dias um desafio. Cada aluno, uma lição. Cada plano, um crescimento. Ser professor é perseverar, pois, diante de tantos desafios, tem nas mãos a possibilidade de libertar e aprisionar os sujeitos do saber. Educar parece latente, é obstinação.



A docência é peculiar, pulsa firme em nossas veias, arde e queima... E no contato diário com pessoas, livros, conhecimentos e saberes nos vemos enfeitiçados pela possibilidade de ser “Parteiros de idéias” e semeadores de sonhos.



Nessa luta diária, repleta de desafios, em que o docente se vê a todo o momento tendo que decidir na urgência e agir na incerteza... é impossível voltar atrás, porque a paixão pela educação, tão típica dos educadores iniciantes, já se tornou AMOR. E a luta de muitos para educar para a vida se torna também a nossa luta. E onde está o segredo para essa metamorfose? O segredo está em nossos alunos, na nossa sala de aula, na alegria de ensinar e aprender, na realização que vem da alma e não se pode explicar.



Nesta perspectiva, falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta. Enquanto professores, somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.



Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances. Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância.



Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer. Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo.



Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados. Ao parar e pensar, talvez seja possível encontrar, em cada profissão existente, um traço de nós professores.



Por isso, apesar de sermos muitos... somos um só... múltiplos na unidade e únicos na multiplicidade...somos professores ... educadores que professam sua fé no Humano.



A docência está em tudo, passa por todos, é a profissão mais difícil, mas a mais necessária. Ser professor é ser essência. É ter a consciência de que não sabemos as respostas, mas estamos sempre tentando. Às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.



Como professora, finalizo este texto reafirmando que a nossa presença é fundamental no grande mutirão da vida, lançando as primeiras bases que transformarão idéias em projetos concretizados pelos nossos alunos, em terra firme ou na imensidão. É preciso crer na amplitude do nosso trabalho que tem a missão de mover o mundo através do operário ou do presidente que um dia passou por nossas mãos.


Nesta perspectiva, este blog objetiva apresentar textos, relatar experiências e os desafios da profissão de professor, a fim de resgatar o espiríto protagonista que a EDUCAÇÃO possui de transformar MENTES e CORAÇÕES!


UM ABRAÇO, LILIANA NOGUEIRA.