sexta-feira, 16 de outubro de 2009

III CICC - Congresso Internacional do Conhecimento Científico






Entre os dias 30 de setembro e 01 e 02 de outubro realizou-se no ISECENSA – Campos/RJ o III Congresso Internacional do Conhecimento Científico (III CICC). O tema central do III CICC voltou-se para a importância do conhecimento científico para a produção de saberes! Este mega evento contou com a participação de 1.400 inscritos entre alunos, professores, profissionais da Comunidade Acadêmica de Campos e região Norte Fluminense e palestrantes nacionais e internacionais das áreas relacionadas às ciências humanas, sociais aplicadas, biológicas e da saúde e, ainda, ciências exatas, da terra e engenharias.

Segundo a Coordenadora do Centro de Pesquisas do ISECENSA, Graça Freire, o principal objetivo do congresso foi alcançado, pois gerou um fórum de discussão interdisciplinar sobre os principais conhecimentos e oportunidades de pesquisa, aumentando o intercâmbio de conhecimento e a parceria em projetos conjuntos.

A programação técnico-científica foi abrangente e participativa, oportunizando discussões sobre as quatro grandes áreas do conhecimento científico, integrando os diversos segmentos da ciência na busca de soluções para as problemáticas atuais. Na área das Ciências Humanas (Curso de Pedagogia, Psicologia e educação Física) assistiram palestrantes renomados no âmbito Internacional e Nacional, entre eles podemos destacar: Profº. Vítor da Fonseca (Portugal), Maria Teresa Maldonado (RJ), Profº. Jair Passos (Paraná), Roberto Carlos “o contador de histórias (RJ) e a profª. Renata Moussinho (RJ).
























O Congresso também foi marcado pelo lançamento de dois livros escritos por Irmã Luzia Alves de Carvalho (Coordenadora do Curso de Pedagogia) intitulados: "Identidade Institucional Coletiva em tempo líquidos: possibilidade ou ilusão?" e "Labirintos da Pesquisa".




Um aluna do Curso de Pedagogia assim se expressou acerca do evento “Este III CICC vai ficar na história, principalmente na história acadêmica dos alunos do ISECENSA, pois foi um evento que reuniu nas palestras e comunicações orais a teoria e a prática. As palestras internacionais e nacionais foram muito motivadoras e destacaram a necessidade do profissional de hoje dominar não só a parte técnica da profissão, mas o aspecto humano e relacional. Além das palestras também destaco a parte cultural do III CICC, principalmente a abertura com a apresentação do hino do ISECENSA, também vale destcar os que intervalos foram animados por músicas clássicas e populares sob a organização da professora Beth Rocha. Parabenizo a equipe de organização do Congresso!”




No que se refere a participação do Curso de Pedagogia no III CICC, é importante destacar as Comunicações Orais, em que professores e alunos do Curso de Pedagogia apresentaram as pesquisas científicas, trabalhos de conclusão de curso e relatos de experiências realizados na graduação e pós-graduação. Além disso na sessão de pôsteres foram apresentados 43 trabalhos originados a partir das disciplinas e trabalhos realizados no Curso de Pedagogia.




Na sessão de premiação de pôsteres, alguns assuntos tiveram muito destaque entre os alunos e participantes do III CICC: Mediar ou remediar (Luzia Alves de Carvalho), Trabalho educativo e satisfação profissional (Carmelita Agrizzi), O universo das Áfricas na formação do educador (Luis Carlos Soares), Educação Infantil na onda das redes sociais e da web 2.0 (Liliana Azevedo Nogueira) e muitos outros.






Através do depoimento desta aluna podemos constatar a extensão do evento que reuniu os conhecimentos científico, cultural, humano e social cumprindo a missão educativa de uma Instituição Superior Salesiana.




O ISECENSA é uma instituição que transpira salesianidade, a prova disso é que o hino da instituição foi elaborado pela professora Denise Mello (atuante nos Cursos de Pedagogia e Psicologia). Isso evidencia a identidade coletiva que a equipe diretiva do ISECENSA constroi permanentemente e se estende aos professores que se sentem partípes principais do crescimento da instituição. É nessa direção que o ISECENSA caminha, integrando conhecimento e humanização, mantendo seu compromisso de contribuir com o avanço da cidade de Campos e sua inserção significativa na Sociedade da Informação e do Conhecimento.




Como membro desta Instituição, parabenizo toda a direção (Ir. Suraya e Beth Landim) e equipe de coordenadores do ISECENSA (principalmente Graça Freire - coordenadora do  evento) que com garra, carisma, entusiasmo e sobretudo união fizeram o III CICC acontecer e marcar a “história acadêmica” de nossa querida Campos!

Liliana Azevedo Nogueira

Assistam os vídeos no YOUTUBE:









domingo, 13 de setembro de 2009

Salesianidade: qual o significado desta palavra para o(a) jovem universitário (a)?

Com Dom Bosco e Madre Mazzarello e com os tempos...


As instituições salesianas, no âmago da tradição cristã, são ambientes de vida e de formação integral para jovens concretos! Estas não se fixam exclusivamente sobre a pura instrução ou sobre a aquisição de habilidades técnicas funcionais à produção e à eficiência econômica social. Mas tem como horizonte de valor a pessoa, comprometendo-se com a promoção de personalidades autênticas e válidas, estimulando a relacionar-se, a participar da vida comunitária, a desenvolver os recursos individuais em vista de uma melhor qualidade da vida da pessoa e da comunidade.




Neste sentido, a relação educativa afetuosa, acolhedora, serena, disponível, paciente, livre, respeitosa, torna-se determinante e compromete a pessoa no seu processo de crescimento; ajuda-a a descobrir os valores que possui e a colocá-los em foco para construir a sua história, para decidir sobre si e sobre a orientação de vida.
A pedagogia salesiana tem uma proposta única, pois busca resgatar no jovem um protagonismo e uma auto-confiança, encorajando-os sempre a encontrar soluções diante das dificuldades, dos inevitáveis conflitos que se apresentam numa normal convivência humana.
Assim, conectados com as demandas da Sociedade da Informação e do Conhecimento, os salesianos e as salesianas tem sido desafiados a estender o trabalho de evangelização e educação até as Universidades.
A cada ano o número de instituições superiores salesianas cresce no Brasil e no mundo...por isso surgiu a necessidade de investigar sobre a Salesianidade no Ensino Superior!
Para realizar este estudo busquei usar como ferramenta de coleta de dados este blog, onde os (as) alunos (as) poderão postar suas opiniões acerca das questões formuladas abaixo.
Querido (a) jovem universitário (a) a partir da sua vivência no ISECENSA, gostaria que respondesse as seguintes questões:
1.Como você, aluno(a) universitário(as) percebe, sente e vivencia a salesianidade na Universidade?
2.O que é ser salesiano? Você se sente salesiano, por que?
3. Existe algum diferencial entre estudar  numa Universidade Salesiana? Qual?
4.Que princípios salesianos, você -  aluno(a) universitário (a), compõem sua formação acadêmica? Em que medida estes princípios influenciarão ou não sua atuação profissional? 
5. A Pedagogia Salesiana de Dom Bosco e Madre Mazzarello tem sentido nos dias atuais para os jovens universitários?
Desde já agradeço a colaboração de todos...
Conto com a colaboração de todos!
Um abraço, Liliana Nogueira.

 

terça-feira, 28 de julho de 2009

Casa Ronald Mc'Donald: a casa que o amor construiu





Na primeira semana de junho de 2009, as alunas do Curso de Pedagogia do ISECENSA- Campos/RJ tiveram uma aula de amor, cidadania, solidariedade, humanização e de vida partilhada através da visita realizada a Casa Ronald Mc Donald no Rio de Janeiro, que atende a crianças em tratamento de câncer. Essa história linda de solidariedade começou em 1974, na Filadéfia (EUA), quando o jogador de futebol americano Fred Hill, que tinha uma filha em tratamento do câncer no hospital local. Inspirado por essa idéia, Fred organizou um jogo beneficente visando arrecadar fundos para dar início ao projeto e procurou os responsáveis pelos restaurantes McDonald's locais sugerindo que doassem parte das vendas de uma promoção. O McDonald's engajou-se totalmente ao projeto e com a arrecadação das campanhas construiu o primeiro imóvel para sediar a primeira Casa Ronald McDonald do mundo.
Esta iniciativa deu origem a um programa de abrangência mundial. Hoje, são mais de 275 casas de apoio ao tratamento de câncer infanto-juvenil com a chancela/licença Casa Ronald McDonald, em 51 países. No Brasil, o Programa Casa Ronald McDonald é coordenado pelo Instituto Ronald McDonald, que controla os padrões internacionais de instalação e operação, afim de garantir um bom atendimento às crianças e adolescentes em tratamento de câncer nos hospitais locais. No Rio de Janeiro, tudo começou em 1989 quando pais que vivenciaram a experiência de tratamento oncológico de seu filho nos EUA, ficaram hospedados na Casa Ronald McDonald de Nova York. Tiveram contato com uma infra-estrutura que ainda não existia no Brasil e que certamente ajudaria muitas famílias por aqui. O menino não venceu a doença e ao retornarem ao Brasil em 1990, tornaram-se voluntários na causa de ajudar às crianças com câncer.
No mesmo ano, foram convidados pela direção do INCA – Instituto Nacional do Câncer para implantar a sala de recreação e uniram-se a um grupo que já atuava voluntariamente e criaram o V-Criança. Em 1991, a rede McDonald’s ofereceu a renda do McDia Feliz ao INCA para a área de pediatria e o Diretor do hospital solicitou o apoio dos voluntários atuantes no "V-Criança". Após o evento nasceu a idéia de criar uma associação, formada por pessoas de vários segmentos da comunidade, preocupadas em humanizar e apoiar o tratamento de câncer infanto-juvenil. Em 05 de dezembro de 1992 foi fundada, por esse grupo, a Associação de Apoio à Criança com Neoplasia (AACN-RJ). A experiência de médicos, enfermeiros, assistentes sociais e voluntários do INCa junto aos pequenos pacientes mostrou a grande dificuldade das famílias residentes fora do Município do Rio de Janeiro em dar continuidade ao tratamento de seus filhos, devido à falta de recursos financeiros para se manterem na cidade. Evidenciada tal dificuldade, a AACN-RJ estabeleceu como meta primordial a criação de uma casa de apoio.




Em junho de 1993, a rede McDonald's realizou outro McDia Feliz e desta vez a arrecadação do evento foi doada para a AACN-RJ implantar a casa de apoio. No mesmo ano, foi adquirido um imóvel para hospedagem e formalizada a parceria entre INCA, AACN-RJ e McDONALD'S, criando-se em 24 de outubro de 1994 a primeira CASA RONALD McDONALD da América Latina e 162º no mundo.Como em todas as outras Casas Ronald, a sustentabilidade se dá através de doações de empresas, membros contribuintes, campanhas sociais, eventos promovidos por voluntários e parcerias. O McDonald’s é a principal delas, pois doa uma vez ao ano a receita da campanha McDia Feliz para projetos a serem implantados pela Instituição.Desde a inauguração, a Casa já atendeu e melhorou a qualidade de vida de mais de 1.400 crianças e contribuiu para o aumento do índice de cura.
O apoio oferecido pela Casa Ronald é considerado de utilidade pública, pois permite a liberação de leitos em hospitais aos pacientes que realmente necessitam de internação, contribui para redução de infecções hospitalares e diminui a taxa de abandono do tratamento. Hoje, a Casa Ronald conta com cerca de 400 voluntários treinados, que se revezam diariamente em quatro turnos de três horas cada, atuando como verdadeiros escudeiros das crianças e adolescentes portadores de câncer e de seus responsáveis.
O que mais impressiona é o clima da Casa, pois é um lugar alegre, acolhedor, cheio de vida e de esperança. A Casa Ronald cumpre seu objetivo: ser a “Casa longe de casa” apoiando e humanizando pais e crianças que enfrentam essa difícil realidade que é o tratamento de câncer infanto-juvenil. É maravilhoso constatar que a esperança e a vontade de viver transcendem tanta dor, gerada pelo tratamento delicado. A Casa Ronald é uma fortaleza contra a guerra do câncer e cada pessoa que lá está é um “soldado do amor” lutando para que os pequenos hóspedes vindos de tantas cidades, estados e países latinos saiam vitoriosos na luta contra o câncer.
O mais lindo nessa história está na capacidade que algumas pessoas tem de transformar os desafios enfrentados e as dores em ações para ajudar ao próximo, a alguém que mesmo não conhecendo partilha do mesmo sofrimento e do sonho da cura. Realizar sonhos é a marca da Casa Ronald e isso se respira dentro daquela casa, todos imbuídos pelo ideal de lutar pela vida do próximo e enriquecer sua própria vida. O amor lá é o diferencial, pois em nada se assemelha a uma enfermaria e vem realizando milagres na recuperação dos pequenos pacientes, por isso dizemos que a Casa Ronald é a casa que o amor construiu!
Essa visita foi uma verdadeira aula de vida para as futuras pedagogas e para toda a direção do ISECENSA representada nas pessoas de Irmã Luzia (diretora acadêmica) e Elizabeth Landim (Diretora administrativa do ISECENSA).
Hoje o pedagogo deve estar preparado para atuar nos mais diversos espaços em que há educação e os hospitais, Ongs, empresas constituem também locais de atuação deste profissional. É por isso que o ISECENSA preocupa-se em oferecer aos seus alunos experiências ricas de formação e aprendizagem profissional.


Queremos agradecer a toda a direção da Casa Ronald, aos voluntários e profissionais que lá atuam, pois nos receberam com muita atenção e carinho. Parabéns, vocês contribuem significativamente para melhorar a humanidade! Quero agradecer especialmente a Cláudio que nos deu uma aula de vida, doação e comprometimento com o próximo!
Se todos procurassem conhecer essa realidade e tantas outras que passam despercebidas, talvez possam valorizar mais a saúde que tem e possam ter mais coragem de enfrentar os desafios com mais esperança e fé! Pense nisso...

Um abraço...

Liliana Azevedo Nogueira

quinta-feira, 21 de maio de 2009

OUTRAS REALIDADES PELO PAÍS: CLASSES HOSPITALARES GARANTIA DE ESTUDO PARA CRIANÇA EM PERÍODO DE INTERNAÇÃO





“São pouco mais de dez passos e Thiago Rodrigues está na escola. As provas e lições percorrem um caminho mais longo. Internado há sete meses no Hospital do Câncer A.C. Camargo, na capital, ele acompanha aqui o que seus colegas de classe da 3ª série fazem em Rondônia, a 3,6 mil quilômetros de distância. Thiago se beneficia de uma modalidade de ensino especial que começa a crescer no País: as classes hospitalares.”
Ligadas a escolas locais e com a ajuda das instituições em que as crianças estão matriculadas, elas surgiram para garantir o direito à educação, mas acabam colaborando também na recuperação dos pacientes.
Há registro de apenas 66 classes hospitalares no Ministério da Educação (MEC). É muito pouco, considerando que o País tem 6.400 hospitais. Mas o próprio governo acredita que existam mais. Do total, 47 delas estão em instituições públicas e o restante, em particulares. "Todo hospital deveria ter uma pedagoga, assim como tem um psicólogo, um assistente social", diz Amália Neide Covic, coordenadora do setor de pedagogia do Grupo de Apoio à Criança e ao Adolescente com Câncer (Graac). No mês passado, ela promoveu um fórum de discussão sobre as classes hospitalares na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e têm notado mais interesse de educadores e médicos pelo assunto nos últimos anos.
Maria Genoveva Vello, pedagoga voluntária há décadas no Hospital do Câncer, lembra que médicos e enfermeiros desconfiavam de seu trabalho quando ajudou a fundar a Escolinha Schwester Heine, nos anos 80. "Achavam que íamos atrapalhar os tratamentos", diz. Hoje, a classe - que leva o nome da primeira enfermeira da pediatria da instituição - tem 13 professoras e 3 salas em setores diferentes do hospital. As educadoras são ligadas às secretarias municipal e estadual de Educação, mas planejam internamente as atividades. Os trabalhos levam em conta o desenvolvimento de cada criança e informações obtidas nas escolas em que estão matriculadas. Lições, provas e outros relatórios de desempenho são enviados ao hospital e voltam à escola de origem depois de prontos. Notas ou avaliações são sempre consideradas pelas instituições, o que impede que a criança perca o ano.
A CLASSE HOSPITALAR “não é uma brinquedoteca. Existem compromissos que devem ser cumpridos, assim como na escola", explica Mônica Cristina Santos Moreira, professora que atua no Hospital Geral de Bonsucesso, na zona norte do Rio. "No lugar do exercício para casa, aqui temos o exercício para cama. E há também o momento do brincar, que seria a hora do recreio", completa.
Apesar do termo classes hospitalares, quase nunca há turmas nos hospitais, principalmente por causa das idades diferentes dos alunos. "É preciso adaptar o conteúdo ao contexto do internado. Dependendo da doença, às vezes o trabalho diário dura só 10, 15 minutos", explica Amália. Muitas das aulas ou atividades são feitas no leito. "Gosto demais de matemática", diz Ramon Pereira Leão, de 10 anos, internado no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio. Em seu quarto, a professora aplica jogos numéricos, para treinar raciocínio. Por causa do tratamento de um câncer no rim, os médicos ainda não o liberaram para ir à escola.

A comerciante Marilane Brixi, mãe de Mahala Brixi Gerardi Marinho, de 7 anos, achou que a educação da filha seria prejudicada quando teve de se mudar de Joinville para tratar um linfoma no Centro Infantil Boldrini, em Campinas. A internação prevista era de seis meses. "Ela perderia a escola justamente quando iria para a 1ª série." Hoje, a menina já sabe ler e escrever e está aprendendo a fazer contas.Para a mãe, o acompanhamento praticamente individual da professora do hospital ajudou na alfabetização da filha. "As professoras da escola em Joinville disseram que ela está adiantada com relação às outras crianças da classe." O hospital de Campinas atende cerca de 260 crianças e adolescentes.
Segundo o pediatra da Unifesp Rudolf Wechsler, o contato escolar aproxima a criança internada de seu cotidiano. "Dá uma sensação de cura e de que vai sair daquele lugar, o que ajuda na recuperação", diz. A medicina moderna, completa, é feita justamente com essa interdisciplinaridade, mesclando profissionais de saúde e educação. "Brincar e estudar são formas de humanização do tratamento", afirma o chefe da Oncologia Pediátrica do Inca, Sima Ferman.
A primeira classe hospitalar de São Paulo surgiu na Santa Casa de Misericórdia, na década de 50. Hoje, são 12 hospitais ou centros de saúde públicos com o atendimento, entre eles o Hospital das Clínicas da USP - que inaugurou as classes recentemente - e o do Servidor Público Estadual. São 32 professores paulistas atualmente trabalhando nessa modalidade. O Hospital São Paulo, da Unifesp, estuda a criação de classes hospitalares em 2007. O serviço existe em instituições de Ribeirão Preto, Porto Alegre, Curitiba e Manaus.

Os cursos de graduação de formação de professores, no entanto, pouco falam da educação especial, voltada para crianças com problemas de saúde. O Hospital do Câncer oferece cursos de capacitação, sempre lotados. As dificuldades vão desde a condição psicológica e física do aluno até a necessidade de um trabalho interdisciplinar, já que não há professores de todas as áreas.
"A rotina de um hospital é muito diferente da de uma escola. A criança está aqui hoje, amanhã pode não estar mais", diz a professora Carolina Coutinho, que aprendeu braile para trabalhar no ambulatório de oftalmologia do Hospital do Câncer e atender crianças que sofrem de retinoblastoma, o tumor da retina. Cheia de botons coloridos pendurados no uniforme, ela apresentava aos alunos na semana passada uma urna com botões musicais para simular uma eleição. Eles escolhiam entre votar na boneca ou na bola. "Depois que começou a escolinha aqui, acabou o chororô."
É muito bom percebermos o quanto Campos está evoluindo no que se refere a Pedagogia hospitalar, pois de todo o interior do Estado do Rio de Janeiro somos pioneiros em oferecer esse serviço desde maio de 2007.
Esse projeto é um sucesso e faz a diferença com certeza no tratamento das crianças. É uma pena que alguns governantes não vejam a necessidade de oferecer esse serviço nos hospitais públicos.
É frustante saber que a prefeitura atual não deu continuidade a esse projeto tão bonito que foi iniciado no Hospital Ferreira Machado e que tanto confortava os pais ao verem seus filhos mesmo na dor da doença, tendo momentos de trocas e alegrias com a pedagoga e a recreadora do hospital.
É importante parabenizar a direção da Santa Casa de Misericórdia que através de sua gestão consciente e humanizada, mantém esse serviço de Pedagogia Hospitalar em parceria com a União de Ex. alunas Salesianas. Isso demonstra um espírito visionário e inovador no interior do Estado do Rio de Janeiro.
E vocês alunas? Comentem sobre o texto acima. O que pensam sobre o atendimento pedagógico hospitalar? Que realidades vocês presenciaram através dos estágios na classe hospitalar?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Educação de qualidade...está nas mãos de quem?


Todos sabem que a situação da Educação no Brasil ainda se encontra extremamente crítica. Entretatnto, pouco se fala daquelas instituições públicas de ensino, que apesar de todos os problemas do sistema educacional brasileiro, conseguem ou conseguiram se destacar em meio a esse mar de deseducação.
É certo que não existe uma receita pronta, mas acredita-se que se o sistema oferecer condições para se fazer o básico, ou seja, trabalhar conteúdos aplicados a vida, ensinar o aluno a ler, interpretar, a escrever bem e com criticidade, além de pensar com autonomia e desenvolver o raciocínio matemático para resolver bem as situações problemas, a situação pode evoluir do caos para uma relativa ordem. Para isso, o importante é ter como foco a aprendizagem do estudante, bons dirigentes educacionais que orientem as escolas nesta direção e uma equipe comprometida em conquistar esse resultado.
Um outro aspecto relevante é o nível educacional da família, como mostra levantamento realizado por Sérgio Guimarães Ferreira, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Fernando Veloso, do Ibmec-Rio. De acordo com a pesquisa, 34% dos filhos de analfabetos não chegam a aprender a ler e a escrever. Nesta perspectiva, o que encontramos é um circulo vicioso, em que as classes menos favorecidas, devido a carência cultural tem cada vez menos acesso a educação de qualidade, o que pode ser uma alavanca para a melhoria na qualidade de vida. Porque o estudo, o conhecimento é sim, hoje um dos instrumentos para o acesso a melhores mercados de trabalho, melhores salários e consequentemente melhores condições de vida!
Todavia, mesmo na ausência de nível educacional da família há ainda muito o que a escola pode fazer. E, algumas, em regiões onde o apoio familiar nem sempre está presente, vêm mostrando que é possível atenuar as diferenças sócio-econômicas no desempenho de seus alunos.
O estudo Aprova Brasil, o direito de aprender, realizado pelo Unicef e pelo Ministério da Educação (MEC), avaliou as 33 escolas que obtiveram as melhores notas na Prova Brasil e apresentou à sociedade características comuns entre elas, na verdade pontos positivos da educação nacional. São instituições localizadas em regiões muitas vezes desprovidas de recursos e infra-estrutura, mas que têm em comum, a sintonia entre alunos e professores. Entre elas está o Colégio Estadual Horácio de Matos, de Mucugê (BA), cuja taxa de analfabetismo é de 35,2%. Um dos pontos altos da escola é a participação dos alunos em projetos como o jornal mural e a rádio comunitária.
Como era de se esperar, alguns dos fatores que contribuem para uma educação de qualidade e que foram apontados pelo levantamento do Unicef e do MEC são a presença constante do diretor na escola, a baixa rotatividade da equipe de professores, formação continuada, a participação da comunidade e leituras realizadas com e por prazer.
Afinal, do que adianta uma instituição de ensino com uma boa infra-estrutura, toda equipada, mas sem profissionais comprometidos com a aprendizagem de seus alunos?
Segundo, Claudi Costin, a presença ativa do diretor, mais do que como um administrador de práticas burocráticas, é um indício de qualidade. Ela motiva os funcionários, a maior integração entre pais e professores e passa confiabilidade para os alunos em relação à instituição. O diretor ainda é indispensável para promover e incentivar o trabalho em equipe de seus educadores. Equipes unidas, com a presença de um líder, em prol de um objetivo comum, sempre deram bons resultados e, nas escolas, isso não poderia ser diferente.
Fixar o professor nas escolas é uma maneira de garantir o aprendizado do aluno. Uma instituição com alto índice de rotatividade de seus educadores é sinônimo de descontinuidade do ensino. Isto significa conteúdos pedagógicos desencontrados, o que acaba por prejudicar o estudante.
Uma boa escola ainda deve contar com formação permanente dos professores. Assim como outros profissionais (médicos, advogados etc.) passam por um constante processo de atualização para melhor exercer suas atividades, o mesmo deveria ocorrer com os educadores. O professor é o grande maestro da escola, é ele quem rege o aprendizado dos alunos.
Outro fator importante é o envolvimento da comunidade. A aproximação cada vez maior entre pais, professores e alunos, dentro de um espaço comum, de lazer, de cultura e de evolução intelectual reflete na coletividade e no ganho comum. Escola integrada, atuante, é sinônimo de sabedoria e essa imagem consolida-se a cada passo. Além disso, o interesse dos pais na educação de seus filhos resulta em uma melhora de aprendizado dos mesmos.
Num momento em que todo o País passa por reflexões sobre os desafios propostos para a educação, é importante mostrar que há solução para o problema educacional brasileiro e que esta já é colocada em prática por algumas instituições de ensino do Brasil. Antes de criar fórmulas mirabolantes para resolver esta questão, é necessário que as escolas façam o básico e que professores e alunos também contribuam para a melhoria desse cenário. Não é possível continuar culpando o sistema e deixar a situação do jeito que está.
Além de tudo que foi citado acima, para que se tenha sucesso no ensino fundamental é importante que a criança tenha pré-requisitos para a aprendizagem da leitura e escrita, pré-requisitos esses desenvolvidos na Educação Infantil.
Pesquisas científicas sobre o desenvolvimento infantil deixam evidentes a real importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social dos seres humanos. A educação infantil tem um papel fundamental na formação do indivíduo e reflete em uma melhora significativa no aprendizado da criança. Dados do IBGE mostram que apenas 40% das 21,7 milhões de crianças brasileiras entre 0 e 6 anos estavam matriculadas em creches ou escolas em 2004 e que cerca de 13% daquelas de 0 a 3 anos freqüentavam creches. Ou seja, a universalização da educação não vale para todos os segmentos.
Trabalhar a democratização do ensino nos primeiros seis anos de vida é essencial para melhorar o índice de aprendizado dos alunos, estimular desde cedo a busca pelo conhecimento e eliminar as diferenças de origem socioeconômica no desempenho de crianças na primeira série. Não é por acaso que na França, os professores precisam ter mestrado para trabalhar com os pequenos e são tão bem remunerados quanto os que lecionam no nível superior.
Uma amostra de como o ingresso na escola desde cedo faz diferença é o índice de repetentes na primeira série do Ensino Fundamental, monitorado pela Unesco e OCDE em 48 países. O Brasil tem a taxa mais alta com 32%, contra 1% da Rússia e China. Essa realidade condena um terço da população brasileira ao atraso e mexe desde cedo com a auto-estima das crianças. É na creche ou na pré-escola que os pequenos começarão a se conhecer e a conhecer o outro, a se respeitar e a respeitar o outro e a desenvolver suas habilidades e construir conhecimento.
Investir na educação desde os primeiros anos de vida é investir no futuro do país, da sociedade e de um mundo melhor, pois o papel da escola enquanto instituição é de humanizar o conhecimento, dotando o ser humano não só de conhecimentos frios e racionais, mas de um conhecimento humanizado, fraterno e que seja colocado a serviço não apenas de uma elite acadêmica, mas a serviço do povo, que é aquele que mais precisa melhorar suas condições de trabalho e de vida social!

QUESTÃO PARA O 6º. PERÍODO: Depois de ler este texto, inspirado nas palavras de Claudia Costin, em que setor da educação você pretende atuar ao se tornar um (a) pedagogo (a)? Quais serão suas ações?

domingo, 10 de maio de 2009

Irmã Anita...você se eterniza em nós!

"Olhos pequenos, mas que tudo enxergava...passos curtos e apressados de uma caminhada de 92 anos de uma vida intensamente vivida!
Sua altivez precedia sempre um sorriso e um afago carinhoso em todas as suas ações.
Ela soube nos seus 92 anos acompanhar a modernidade, sendo totalmente aberta a evolução dos tempos. Pobres e ricos, crianças, jovens e idosos celebraram sua chegada ao céu.
Para nós a tristeza da saudade da falta física, mas a certeza de que teremos uma poderosa intercessora junto a Nossa Senhora Auxiliadora e Jesus.
Irmã Anita temos a convicção de que sempre estará conosco com seu sorriso largo e seus tapinhas ternos!
Mãe de todos , uma mulher que soube dizer sim ao chamado de Deus, consagrando-se a vida religiosa inteiramente! Obrigada por nos educar com suas atitudes e gestos, obrigada por suas palavras de encorajamento...
Irmã Anita soube ser mãe no sentido real da palavra, pois o amor que mantinha pelos princípios religiosos, todo seu carisma e humildade fizeram dela uma referência para todos da comunidade campista.
Assim hoje, na sua função de mãe que gerou a muitos, através de sua fé e atitudes, Irmã Anita prossegue na sua missão, sendo nossa intercessora junto a Nossa Senhora Auxiliadora na casa do Pai.
Irmã Anita como salesiana de garra, como alguém que soube respirar e se alimentar do carisma de Dom Bosco e Maria Domingas Mazzarello, se fará eterna em nossos corações e mentes. Na capela, no pátio, no portão e nas ruas de nossa cidade de Campos sentimos sua santa presença nos dando forças para continuar, pois viveu e nos ensinou a viver a linda frase de Mazzarello: " Não basta começar, é preciso continuar...lutar sempre... todos os dias!!!"
Para nós que aqui ficamos e para as Irmãs de toda a inspetoria Nossa Senhora da Penha a Irmã Anita permanece viva, pois seu entusiasmo contagiou a todos com os quais conviveu!!!
Para mim, especialmente, que recebia da Irmã Anita advertências queridas... sobre meu jeito agitado e meu modo de vestir, chamando-me de "trenzinho" carinhosamente e dando-me doces beliscadas ...fica a saudade profunda e a lição de que a vida religiosa é um chamado precisoso e que só pessoas divinas são capazes de cumprir a missão de Cristo com coragem, alegria e determinação!!!
Irmã Anita viveu intensamente, amava viajar, não parava um minuto sentada no ônibus, em Aparecida - SP queria andar de barco, em Botafogo - RJ atravessou uma avenida super movimentada na maior agilidade e ainda zombou da gente!!! Preocupava-se com a confissão, não se achava uma mulher santa! Mas era santa sim...pois santidade consiste em estar sempre alegre!
Essa mulher era tudo em nossa casa salesiana e como disse uma Irmã querida, tinhamos tanto medo das estrepolias (viagens, trabalho constante) que Irmã Anita fazia... e ela faleceu em casa, em seu quarto!!!!Pois é...ela sabia do que era capaz...não tinha medo...tinha uma FÉ IMENSA que a transformou na figura mais amada e conhecida de nossa cidade!!
Fique em paz Irmã Anita, o céu está em festa com sua presença e continue trabalhando muito para a nossa salvação!
Um grande beijo (uma marca de batom no seu véu branco)...do seu "trenzinho"!!!!

Ser mulher...maternidade que contribui para gerar vida de múltiplas formas...










Hoje no dia das mães...gostaria de fazer uma reflexão a partir de um texto escrito pela Irmã Antonia Colombo (FMA) em que aborda o significado de ser mulher neste milênio. Isto porque, toda mãe é antes de tudo mulher...ser que recebeu de Deus a magnífica missão de gerar a vida, não só biológicamente, mas gerar vida a partir da fé.
Abaixo transcrevo as palavras da Irmã Antonia Colombo:
(...) É bom recordar que, apesar das grandes transformações do papel da mulher na sociedade, acontecidas no século XX, especialmente nos países desenvolvidos, permanece uma grande incerteza sobre o que de fato comporta ser mulher hoje.
Neste ano, na Itália, o Ministério dos bens e das atividades culturais propõe o slogan “A mulher e a arte”, com uma intensa programação gratuita de concertos, mostras, laboratórios, debates, exposições em grau de representar a arte no feminino, no espaço e no tempo.
Por trás desta iniciativa está a convicção de que a arte tem capacidade de exprimir a realidade de modo universal, superando toda barreira cultural, e de reafirmar que a igualdade entre homem e mulher não é sinônimo de uniformidade, mas é o resultado de uma atitude harmoniosa na visão e compreensão do mundo. «A arte e a cultura podem contribuir para uma participação mais ativa e elevada das mulheres nos diferentes âmbitos da sociedade, a ponto de tornar mais equilibrada a sua participação nas diversas esferas do viver social». Mas qual é a situação concreta das mulheres nos diferentes contextos culturais dos cinco continentes?




“A vida no ritmo da mulher” é uma publicação da editora EMI, lançada neste ano sob organização de três de nossas Irmãs: Mara Borsi, Rosa Angiola Giorgi, Bernadette Sangma. Um modo de dar sentido a este dia festivo seria empenhar-nos numa leitura atenta destas páginas que objetiva colocar em evidência especialmente os recursos das mulheres a serviço da convivência pacífica, do desenvolvimento, da educação, a partir do reconhecimento da impiedosa situação de degradação na qual muitas destas se encontram, prisioneiras de culturas e tradições machistas.
Se, em muitas nações, não existe um reconhecimento real dos direitos humanos em geral, a situação é ainda mais grave a respeito do reconhecimento de tais direitos às mulheres. Muitas destas, porém, hoje não aceitam ser consideradas vítimas, são mais conscientes dos próprios recursos, das suas capacidades de resistência e de ter nas mãos as chaves para propostas e ações alternativas também em situações-limite. Pedem para ter maiores espaços de participação nos processos que dizem respeito à paz, ao desenvolvimento sustentável, à afirmação dos direitos humanos.
Como educadoras salesianas, é interessante continuar aprofundando a consciência da contribuição insubstituível que as mulheres podem oferecer na Igreja e na sociedade. Tal contribuição deriva do empenho de exprimir com coerência a visão antropológica, amadurecida nestas últimas décadas, mas radicada no primeiro livro da Bíblia, lá onde se afirma: «Deus criou a pessoa humana à sua imagem, homem e mulher os criou» (Gn 1,27). É o princípio bíblico da reciprocidade que revela o desígnio de Deus sobre a pessoa humana. A semelhança com Ele, inscrita como qualidade pessoal do homem e da mulher, é para ambos um chamado e uma missão: chamado a viver em comunhão; missão de valorizar a diversidade no recíproco enriquecimento e no serviço à vida.

Se as mulheres, conscientes deste seu chamado, se ajudam a vivê-la como uma missão, superando os condicionamentos sociais antigos e novos, dão uma contribuição insubstituível à cultura da vida, denunciando o perigo de um progresso unilateral, que pode comportar um gradual desaparecimento da sensibilidade para com aquilo que é autenticamente humano.
Para ninguém de nós é desconhecida a contribuição de muitas mulheres em favor da vida e da humanização da cultura, a disponibilidade para cuidar da reconstrução do tecido social quando é dilacerado por tensões ou para tornar possível a sobrevivência para todos em situações precárias ou de guerra, o empenho em denunciar situações que questionam a nossa consciência e responsabilidade.
Penso no fenômeno do tráfico de mulheres e de crianças para o comércio sexual. Não são apenas as mulheres e as crianças as vítimas na perda da sua dignidade, mas todos aqueles que exploram a corporeidade humana e mercantilizam o dom da sexualidade. Os efeitos mais graves são a perda do genuíno sentido do amor humano, a separação da família, a desumanização da cultura. Além da denúncia, esta situação exige, particularmente de nós mulheres, o empenho na elaboração e realização de uma proposta educativa que transmita o sentido da vida como dom e como vocação para todos.
A antropologia bíblica à qual me referi, projeta uma luz nova não somente sobre a compreensão da relação homem-mulher, mas também sobre a beleza de cada diferença humana – pessoal e cultural – quando é assumida como pólo de recíproco fortalecimento na acolhida, no diálogo, na comunhão.
A este ponto, podemos nos questionar: qual é a contribuição específica das FMA, mulheres consagradas, no mundo de hoje?Somos mulheres que Deus chamou a ser sinal e expressão do seu amor pelos jovens, mediante a educação. O Sistema Preventivo de Dom Bosco, vivido com fidelidade criativa por Maria Domingas Mazzarello, é a nossa característica na Igreja e na sociedade.

Acreditamos, com Dom Bosco, que «a educação é coisa do coração», isto é, questão de relação; estamos convencidas de que a pessoa humana se realiza no amor e deve ser educada ao amor mediante um caminho cotidiano de crescimento que não afasta do mundo, mas torna responsáveis pelos outros na trama das relações cotidianas, no exercício da própria profissão, na mais ampla esfera social.
Reafirmamos a importância da nossa contribuição feminina e mariana também na Família Salesiana. Reconfirmando a tarefa de exprimir segundo o estilo feminino o Sistema Preventivo para uma proposta educativa que manifeste na cultura contemporânea a visão da antropologia bíblica. As categorias da confiança, do cuidado, da partilha e da comunhão, oferecem uma base não somente para uma tradução do Sistema Preventivo no plano da práxis, mas para provocar uma interpretação sua que o reavive com as cores e as nuanças da sensibilidade feminina. Maria, mãe e auxiliadora, sustente o nosso empenho de colaborar para construir um mundo mais humano, onde cada um possa viver com dignidade e alegria. Estamos convencidas, como disse um Autor, que «o mundo pertencerá, amanhã, a quem tiver oferecido uma esperança maior».

Quando esta esperança é Jesus, estamos certas de que o futuro está em nossas mãos e a civilização do amor não somente é possível, mas já começou. «Maior do que tudo é o Amor» é o título dos Atos do nosso último Capítulo Geral. Um amor que se veste de cotidianidade e entrelaça os diversos caminhos das pessoas constituindo uma grande rede para abraçar o mundo, como revelava um autor:
«É a grande, interminável conversação das mulheres.Parece coisa de nada: isto pensam os homens,nem mesmo eles imaginam que é esta conversaçãoque mantém o mundo na sua órbita...Se não fossem as mulheres que se falam entre sios homens já teriam perdido o sentido da casa e do planeta...». [José Saramago]

Neste mês de maio, celebramos as mães e a nossa mãe maior, Maria Santíssima, senhora e rainha, por isso devemos refletir sobre a nossa missão de mulheres e mães que temos a maternidade intrínseca em nosso ser!


Aproveito para desejar a todas as mulheres um magnifico FELIZ DIA DAS MÃES e mesmo que algumas não tenham gerado biológicamente filhos, com certeza geraram filhos na fé, pois toda educadora, toda mulher guarda em si a MATERNIDADE DIVINA DE MARIA!



Pensando nessa maternidade, nessa possibilidade única que cada mulher tem de gerar a vida nos múltiplos sentidos, você tem cumprido seu papel na sociedade (como mulher)? Quais são os desafios que você enfrenta como mulher?Que testemunhos de fé você tem dado nos âmbitos em que atua? Para você no Curso de Pedagogia que mulheres te inspiram a fazer a diferença na sociedade?Por quê?


Um imenso e afetuoso abraço, Liliana Nogueira.

domingo, 26 de abril de 2009

Ética é preciso cultivá-la!



Vivemos um momento no País em que se acumulam indignações sobre as inegáveis derrapadas éticas cometidas por parlamentares, dirigentes públicos e líderes de diferentes segmentos da vida nacional. Ao mesmo tempo, imagina-se e procura-se construir uma Educação de mais qualidade e inúmeras ações são pensadas para diminuir as desigualdades sociais presentes no Brasil. Como compatibilizar o sonho com a realidade de corrupção e desvios de conduta?
“Não adianta nada”, diriam alguns, mais céticos, a corrupção e o fisiologismo seriam partes do que poderíamos chamar de “alma brasileira”. Assim, não só o sonho se mostraria impossível de ser concretizado, como, mais grave, outros que ocupassem os mesmos lugares de liderança tenderiam a fazer o mesmo. Pior, em alguns casos a indignação acaba levando a um cinismo paralisante e reprodutor das condutas questionadas: “se eu estivesse no lugar deles faria o mesmo” ou “se todos agem assim, por que não eu?”.
A ética é resultado de uma construção coletiva inconsciente, que estabelece o que é considerado aceitável nas relações entre o ser humano e seus contemporâneos, na preservação de sua história e na interação com as futuras gerações. Define regras gerais de comportamento para garantir paz nas interações que estabelecemos com os habitantes da comunidade em que vivemos seja ela um lugarejo ou todo o Planeta. Envolve também uma preocupação com o futuro, garantindo-se que não estragaremos as condições de vida dos que virão depois de nós. Mas, apesar de produto de uma evolução coletiva, a ética é e deve ser, sobretudo, algo internalizado. É um compromisso pessoal com o que se acredita correto. Envolve a noção de que somos responsáveis pelo nosso crescimento pessoal (auto-desenvolvimento) e, simultaneamente, a incorporação da percepção do outro na conduta cotidiana. Traz consigo a presença de um juiz interior muito mais poderoso e competente que fiscais ou investigadores, que surge de um projeto de autonomia e liberdade do ser humano.
Desvios de conduta do outro, neste caso, não pacificam ou tornam condescendente nosso juiz interno. Afinal, trata-se do meu projeto de vida. Se não me conduzo de forma que considero apropriada, pelos valores que tenho ou que internalizei, devo satisfações sérias ao meu projeto – devo me levantar e recomeçar. Esta visão de ética, assim, centrada na autonomia do ser humano, resgata a noção de que somos responsáveis por nossas vidas e por suas conseqüências no entorno: a vida que a gente quer depende do que a gente faz, nas belas palavras de Max Feffer.
Assisti uma vez, encantada, a belíssima apresentação de Felipe Gonzalez, ex- primeiro ministro da Espanha para um grupo de 30 pessoas em São Paulo. Na palestra, ele nos contou sobre como conduziu a modernização de seu país, relatando algumas conquistas e realizações que o orgulhavam. Mas, para minha surpresa (e, acredito, de todos) interrompeu aquilo que poderia ser visto como uma auto-promoção para dizer que algo havia saído muito errado. Não conseguira transformar a Educação na Espanha. Ora, pensei, a Educação na Espanha é de melhor qualidade que a nossa. Assim, o que poderia preocupá-lo? Na verdade, a escola espanhola produzia seres humanos que, ao sair da escola, imediatamente se perguntavam sobre o que o Estado ou a sociedade iria oferecer para eles. Formava, percebia o ex-dirigente espanhol, pessoas dependentes.
Não existe possibilidade de ética se as pessoas se percebem como não autônomas e, portanto, não responsáveis por seus atos e omissões. A base de uma interação social saudável é a existência de redes de pessoas livres – não só para construir suas vidas com dignidade-como para responder por suas escolhas. Assim, voltando à escola sonhada por Felipe Gonzalez, seria a que formasse cidadãos que se perguntam ao concluir os estudos: o que posso fazer agora por mim e pelos membros da minha comunidade?
Mas não parece contraditório dizer que temos que nos preocupar simultaneamente conosco e com o próximo? Esta aparente contradição é uma das mais belas da condição humana: só posso ser livre numa comunidade que busca construir a possibilidade da liberdade. Só posso ser responsável e, portanto, ético, se sou livre. Mas a pior das amarras, como denunciava Étienne de la Boétie em seu fantástico Discurso da Servidão Voluntária, escrito ainda no século XVI, é a que colocamos em nós mesmos. Nem sempre queremos ser livres e autônomos. Preferimos por vezes apenas denunciarmos a falta de ética dos outros e elegermos culpados por nossos problemas.

(texto de Cláudia Costin - vice-presidente da Fundação Victor Civita. Foi Ministra da Administração Federal e Reforma do Estado, secretária de cultura do Estado de São Paulo.)



A partir do texto de Cláudia Costin e dos estudos que vocês estão realizando na disciplina de formação Profissional VI e VII, responda:
Qual é a sua visão sobre a realidade de corrupção e desvio de conduta que observamos por parte das lideranças do nosso país e da nossa cidade? O que é ética para você? Como governante, o que você faria pela a educação?





domingo, 5 de abril de 2009

Ser gestor: desafios...


Diretor: articulador dos interesses e energias dos diversos grupos envolvidos com a escola

Já se tornou um lugar comum afirmar-se que a visão global ou sistêmica é essencial para qualquer dirigente. Mais ainda para o Diretor de Escola que deve ser uma instituição ativa, atenta às necessidades de aprendizagem da população a que serve e preocupada em situar essas necessidades em face dos objetivos e orientações que derivam das políticas educacionais estabelecidas.
O Diretor deve visualizar a escola dentro do contexto mais amplo da sua inserção na sociedade. Para isso, escola e comunidade —particularmente a comunidade de pais e alunos— precisa trabalhar conjuntamente, para garantir que o desenvolvimento da atividade educacional se dê de forma integrada às condições reais de existência daquele grupo particular de alunos, num processo contínuo de troca de experiências e desenvolvimento de expectativas.
Cada escola é uma escola; cada agrupamento de alunos traz as suas especificidades, como cada conjunto de professores, profissionais de direção e pessoal de apoio constitui-se em conjuntos particulares, que atuam e contribuem, de forma própria, para a dinâmica da escola.
Na teia das relações cotidianas entre esses diferentes sujeitos —alunos, professores, direção da escola, pessoal de apoio, pais, representantes da comunidade etc.— compete ao Diretor da unidade escolar coordenar as reelaborações dos valores, normas e procedimentos instituídos pelo arcabouço institucional vigente no sistema educacional, construindo uma realidade absolutamente particular, vivenciada, de maneira mais ou menos profunda, por todos, como a "minha escola".
Parte dos Diretores de Escola tem se mostrado desadaptada para atuar num ambiente mais participativo, subaproveitando as potencialidades da comunidade escolar em termos de idéias, contribuições materiais e intelectuais, geração de propostas mobilização para realização de projetos, entre outras.
Em uma estrutura descentralizada, o Diretor de Escola é um agente fundamental na articulação da equipe e dos recursos disponíveis, configurando um novo quadro de exigências a que ele deveria atender. Nesse modelo, o Diretor representa a figura central, cujo desempenho no cargo pode determinar a qualidade do serviço prestado pela escola. Dimensões nem sempre muito lembradas, desde características de personalidade, até as especificidades do ambiente externo, passando pela capacitação da equipe de trabalho, passam a ser prioritárias para o desempenho adequado do Diretor de Escola.
Mesmo num modelo centralizado, ele é o principal responsável pelo sucesso da escola, graças à sua capacidade e habilidade de mobilizar sua equipe, de se relacionar com a comunidade e de interagir com a SME.
O Diretor de Escola apresenta ainda uma característica resultante de sua trajetória —em grande parte, com origem na docência—, que configura a necessidade de uma readequação da postura em relação ao novo papel: como Diretor, o profissional passa a ser o responsável por uma unidade de prestação de serviço público em todos os seus aspectos. Espera-se que esteja muito mais comprometido com resultados, compartilhando a responsabilidade em relação à coisa pública, do que com seus relacionamentos anteriores como professor. Seu espectro decisório e, portanto, seu poder, passam a ter uma abrangência muito maior e, como contrapartida, sua responsabilidade e as conseqüências do que faz também passam a ser de maior importância.
É fundamental, portanto, nessa passagem, um processo de desenvolvimento profissional, garantindo-se a compreensão clara de seu novo papel de articulador de recursos de várias naturezas, visando ao alcance de determinados fins, com prazos e recursos limitados.

O Diretor de escola é um educador que administra e sempre deve perceber e fortalecer o significado educacional de seus atos e comunicações

Em termos genéricos, todo ocupante de cargo administrativo deve obter e alocar da melhor forma possível os recursos disponíveis. Para isso, deve atuar como um articulador dos meios ao seu alcance sejam internos ou externos a sua unidade.
Em primeiro lugar, compete a ele coordenar a construção de um ambiente de ensino-aprendizagem em que os componentes, principalmente os alunos, participem de experiências ou vivências socialmente desejáveis. Aprender a aprender é a ordem do dia, combinação de cidadania e competitividade são imprescindíveis. O significado mais profundo do que seja socialmente desejável depende do modelo de gestão escolar adotado. Acredita-se na escola pública como elemento de compensação de diferenças.
Se os recursos são escassos e o clima organizacional desfavorável, se são crescentes as exigências sobre a qualidade da escola e também crescentes as dificuldades da população atendida, não há solução ou não pode haver progresso sem que se catalisem todas as energias.
Mas, como construir um ambiente socialmente favorável, conquistar e fomentar o envolvimento de todos, principalmente, dos pais e da comunidade? O primeiro passo envolve transparência no relacionamento com ela. A escola deve fornecer informações sobre seus projetos e decisões a pais, alunos e funcionários. Em seguida, é importante que o Diretor reconheça que esse relacionamento começa com um bom relacionamento interno.
O trabalho em equipe deve ser valorizado e, todos, inclusive os funcionários operacionais, devem ser incentivados a discutir atividades educacionais e delas participar.
O Diretor também deve compreender que os problemas dos alunos se originam, muitas vezes, na família e se esforçar para estender sua função educativa também aos pais. Através de visitas às casas de alunos ou do envio de questionários aos pais, as escolas devem levantar informações sobre as famílias e sobre a comunidade.
O Diretor, ao mesmo tempo que procura demonstrar respeito a pais e alunos, não deixa de cobrar disciplina dos alunos e responsabilidade dos pais.
A liderança da direção da escola é fundamental para que as posturas descritas sejam desenvolvidas. Acima de tudo, os Diretores e a equipe escolar das unidades com boas práticas no relacionamento com a comunidade acreditam no direito da população a uma boa educação e não fogem da responsabilidade que lhes cabe. São pessoas com iniciativa, que procuram fazer o possível para que se ofereça à comunidade um ensino de qualidade, e que não capitulam diante das dificuldades do ensino público.
Projetos para a construção de uma sociedade justa exigem o fortalecimento da Escola Pública, que envolva real democratização, autonomia, valorização do professor e boa gestão; essas, por sua vez, estão inextricavelmente ligadas ao papel do Diretor. Cabe a esse profissional assumir, integralmente, o seu papel.

Trecho do texto de Hélio Janny Teixeira XI Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública, Ciudad de Guatemala, 7 - 10 Nov. 2006 Documento Libre.

Após a leitura deste texto:


a)Faça um comentário sobre os desafios (mínimo 5) que os gestores enfrentam na sua realidade escolar.


b) Peça a um gestor que você conheça para que leia o texto deste blog e faça um comentário destacando os desafios de sua vivência na gestão(o gestor deverá colocar apenas o nome da instituição a que está a frente e há quantos anos a gerencia).





O desafio de vencer profissionalmente...

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O sonho de todo profissional é ser famoso, conquistar o mundo, ter uma carta de contatos invejável e ainda por cima ganhar algum dinheiro. É! talvez este vislumbramento seja mais uma fase inicial, quando alguém possa a vir decidir se tornar um profissional da informação. Na realidade, este conto de fadas na prática sempre foi irreal…

Toda profissão deve ser encarada como um casamento…Tem seus altos e baixos , crises constantes, mas deve ser daqueles amores que duram a vida inteira, senão poderá estar fadada ao desgosto e ao insucesso. O primordial é a persistência…alguma dose de magia e jamais…faltar criatividade… esta é fundamental pra apimentar a rotina dura e dificil de todo profissional da Era da Informação.

Existe um filme (embora tenha recebido muitas críticas) que me chamou a atenção: O diabo veste Prada. No filme o “Diabo veste Prada”, há uma revelação de como funciona e se organiza os bastidores da moda. O longa retrata a realidade em que estamos inseridos: o ter é mais importante do que o ser, e a moda é um grande exemplo disso.

As roupas são símbolos que não só tem finalidades estéticas, mas também representam uma interpretação própria de cada ser humano da realidade, o que uma pessoa transmite à sociedade. Deste modo, quando Andréa se apresenta na entrevista de emprego ela é taxada como a pessoa menos indicada a preencher tal cargo, devido ao seu modo simples de se vestir. Ao passar da trama a jovem jornalista percebe que o seu vestuário interfere nas relações sociais que possui dentro da empresa, e aos olhos de sua diabólica chefa, e por isso transforma completamente a sua aparência.

Ao se enquadrar no mundo fashion, Andrea modifica os seus valores e a sua perspectiva, ela acredita que era somente necessário cumprir os caprichos de sua chefa e esquecer de seus sonhos. O emprego transforma completamente a sua vida, interferindo nas suas relações pessoais e no seu caráter. Simbolicamente os sapatos de salto, utilizados pela personagem após a sua transformação, representa o desejo de feminilidade e o bico fino sugere a dominação no ambiente de trabalho.

A Ética e os princípios são esquecidos neste ambiente, devido ao desejo incessante do reconhecimento profissional. Um exemplo disso é quando Andrea vai para Paris acompanhando sua chefa, no lugar de sua colega de trabalho, que aspirava à ida ao evento de moda. Quando a jovem se da conta de que não pertence a aquela realidade de glamour e luxo, ela volta aos seus antigos desejos em busca de seus sonhos.

O filme revela também do que as pessoas são capazes de fazer para se enquadrar no padrão estereotipado de beleza e à competitiva relação de trabalho. A sede da revista Runaway demonstra a saga da personagem principal. O arranha-céu representa a necessidade humana de dominar as redondezas, e por este motivo esse símbolo está presente no início e no término do filme. Ao chegar ao topo Andréa tem uma revelação: percebe que aquele mundo a qual estava inserida não correspondia as suas expectativas. Quando consegue o emprego que tanto aspirava (trabalhar como jornalista) a personagem se depara com o mesmo prédio em uma perspectiva agora diferente.

A relação entre chefes e subordinados sempre rendeu assunto para estudos, palestras, workshops, discussões e, claro, filmes.


Acima anexei um pequeno vídeo com algumas cenas do filme: O diabo veste Prada, mas sugiro que as alunas do 7°. Período do Curso de Pedagogia assistam ao filme inteiro, analisando a saga dessa jovem que acabou de entrar no mercado de trabalho.

Embora seja um filme bem-humorado e leve, e que aborda mais especificamente o universo da moda, O diabo veste Prada traz à tona questões pertinentes a qualquer profissão e para qualquer profissional, o que possibilita fazer uma analogia entre as situações que vemos na tela e o nosso cotidiano.

Após assistir ao filme: O diabo veste Prada elabore uma reflexão a partir das seguintes questões: Será mesmo que Andy fez a escolha certa ao largar a vida de assistente pessoal pra abraçar o mundo jornalista da redação…E outro ponto.. a Miranda é realmente malvada?Pare e pense… Se todos querem ser como a tal Miranda e o trabalho com ela é motivo de reconhecimento. Não pode ser tão ruim assim.. A motivação e o estímulo das pessoas varia muito com o perfil de liderança ao qual estão ligados… Em que perfil de liderança se encaixa Miranda? Diabo veste Prada trabalha com a realização de sonhos e a satisfação dos nossos anseios profissionais. Não adianta estar na Runaway se a sua felicidade é escrever sobre esportes…Muito mais que dinheiro…Realização pessoal é a mais nova moda do mercado profissional.. Quer ser um chefe feliz… Satisfaça os desejos de seus funcionários. Deixe-os felizes… Bom, você terá que ver o filme para descobrir.

Aproveite, divirta-se e reflita sobre os desafios de ser um profissional de sucesso hoje.

domingo, 22 de março de 2009

Escola e gestão democrática: realidade ou utopia?

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A democracia é uma construção, mas como vem se dando a consolidação dessa em nosso país? Em nossa história, alternamos momentos de repressão e liberdade. Não faz muito tempo que saímos de uma severa ditadura e passamos a viver em um regime democrático. Claro que hoje ainda precisamos enfrentar muitas lutas para garantir os direitos à cidadania e a escola pode e deve ajudar a transformar a maneira como a qual nos relacionamos com a democracia. Ela mesma deve ser um espaço de exercício dessa convivência democrática.


Diariamente falamos em uma escola democrática, mas muitas delas ainda estão reprovando indiscriminadamente durante anos consecutivos alunos, sem considerar o ser diferente e os vários conhecimentos já adquiridos na sua vivência. Essas questões perturbam muitos educadores preocupados com o sucesso educacional.


Será que existe, na verdade, interesse em uma gestão democrática? Qual seria então o papel da democracia na escola?


Percebe-se muitas vezes, na gestão educacional, uma administração voltada com ações na verdade, reprodutoras de uma sociedade infelizmente alienada e passiva, ditando regras e não estabelecendo uma relação dialógica ideal com os envolvidos, estabelecendo meramente uma transmissão de ordens, alegando na maioria das vezes cumprirem determinações que lhes vem de cima não proporcionando assim, momentos para discussão..”... Todas as iniciativas de política educacional, apesar de sua aparente autonomia, têm um ponto em comum: o empenho em reduzir custos, encargos e investimentos públicos, buscando senão transferi-los e/ou dividi-los, com a iniciativa privada e organizações não governamentais”(ROSSI, 2001)


A participação é muitas vezes, limitada, controlada e puramente formal. A estrutura técnica se sobrepõe aos indivíduos envolvidos e o poder e a autoridade (leia-se: autoridade : como não prática social - sem visão crítica) se instalam de forma sutil , com obediência, dentro de uma perspectiva clássica de administração que repudia a participação, o compartilhar idéias, a liberdade para expressar-se , a deliberação de decisões e o respeito às iniciativas.


A questão do controle ainda é muito forte e mesmo sabendo que o poder e a autoridade são necessários em muitos momentos dentro de várias organizações, intermediando e viabilizando ações criativas para melhora, observa-se ainda um controle rígido, um descompromisso e muito pouca participação da comunidade escolar como um todo (professores, pais, funcionários, lideranças de bairro) no processo da gestão escolar, causando assim automaticamente uma acomodação, em que as pessoas não se mobilizam para nada e ficam alheias, esperando sempre serem orientadas ou então aceitando passivamente tudo que venha das “autoridades competentes”, sem quer que seja , nenhum questionamento crítico construtivo.


Nota-se com freqüência que esta suposta “gestão”, se mascara como sendo democrática e acaba que atendendo de forma a não priorizar princípios básicos democráticos, ocasionando o aumento da produtividade, a massificação do indivíduo, afastando não só o caráter da coletividade , como também o diálogo e o processo decisório.


O uso da autoridade dentro de uma gestão educacional, deve ter o cuidado de não se estender a um modelo vertical, devendo essencialmente privilegiar as relações horizontais entre seus integrantes, mediando as discussões, as trocas de idéias, legitimando assim, verdadeiras ações democráticas.

A escola deve ser vista como um lugar privilegiado para a construção do conhecimento e como eixo base das relações humanas, viabilizando não só a produção de conhecimentos como também de atitudes necessárias à inserção neste novo mundo com exigências cada vez maiores de cidadãos participativos e criativos.

A escola que deseja ser democrática em sua essência, tem que juntamente com a comunidade repensar e reestruturar o sistema de ensino e de aprendizagem para alcançar o tão sonhado e não utópico do sucesso escolar. É assim, em pequenas, mas significativas ações que conseguiremos a democracia, não nesse espaço pedagógico chamado escola, mas transportaremos também para fora desse, transversalizando em todos os ambientes da nossa realidade.

É necessário que o gestor garanta a participação das comunidades interna e externa, a fim de que assumam o papel de co-responsáveis na construção de um projeto pedagógico que vise ensino de qualidade para a atual clientela da escola pública e para que isso aconteça é preciso preparar um novo diretor, libertando-o de suas marcas de autoritarismo redefinindo seu perfil, desenvolvendo características de coordenador, colaborador e de educador, para que consigamos implementar um processo de planejamento participativo de representantes dos segmentos da comunidade interna (diretor, vice-diretor, especialistas, professores, alunos e funcionários) e externa (pais, órgãos/instituições, sociedade civil organizada).

Observa-se pelo que tenho notado, que o gestor ou diretor escolar assume uma nova centralidade organizacional, sendo o que deve prestar contas pelos resultados educacionais conseguidos, transformando-se no principal responsável pela efetiva concretização de metas e objetivos, quase sempre centrais e hierarquicamente definidos. Neste sentido, esta concepção de gestão introduz uma nova nuance na configuração das relações de poder e autoridade nos sistemas educativos.

Falar em gestão democrática nos remete, portanto, quase que imediatamente a pensar em autonomia e participação.
Quais são os instrumentos e práticas que organizam a vivência da gestão escolar? Em geral, esses processos mesclam democracia representativa - instrumentos e instâncias formais que pressupõem a eleição de representantes, com democracia participativa - estabelecimento de estratégias e fóruns de participação direta, articulados e dando fundamento a essas representações.

Vários autores, como Padilha (1998) e Dourado (2000), defendem a eleição de diretores de escola e a constituição de conselhos escolares como formas mais democráticas de gestão. Outro elemento indispensável é a descentralização financeira, na qual o governo, nas suas diferentes esferas, repassa para as unidades de ensino recursos públicos a serem gerenciados conforme as deliberações de cada comunidade escolar.

Em seu projeto político-pedagógico, construído através do planejamento participativo, desde os momentos de diagnóstico, passando pelo estabelecimento de diretrizes, objetivos e metas, execução e avaliação, a escola pode desenvolver projetos específicos de interesse da comunidade escolar, que devem ser sistematicamente avaliados e revitalizados.

A gestão democrática da escola significa, portanto, a conjunção entre instrumentos formais - eleição de direção, conselho escolar, descentralização financeira - e práticas efetivas de participação, que conferem a cada escola sua singularidade, articuladas em um sistema de ensino que igualmente promova a participação nas políticas educacionais mais amplas.

A PARTIR DA LEITURA DO TEXTO, DO CONTEÚDO DO VÍDEO E DAS DISCUSSÕES EM SALA DE AULA, COMO VOCÊ OBSERVA A QUESTÃO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA SUA REALIDADE? GESTÃO DEMOCRÁTICA É UMA REALIDADE OU AINDA É UTOPIA?O QUE VOCÊ PENSA SOBRE A ELEIÇÃO DE DIRETORES?

Fontes:

http://www.portalensinando.com.br/ensinando/principal/conteudo.asp?id=2666

http://www.centrorefeducacional.com.br/gestdemaut.htm

quinta-feira, 19 de março de 2009

Novo cenário de atuação do Pedagogo!

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O novo cenário que se descortina no século XXI traz novas perspectivas para o profissional da educação que se insere no mercado de trabalho!Uma nova estrutura se firma na sociedade, a qual exige profissionais cada vez mais qualificados e preparados para atuarem neste cenário competitivo.

Dessa forma, a educação em espaços não escolares vem confirmar esta discussão que vivenciamos. A atuação do pedagogo ultrapassa o espaço escolar, que até pouco tempo, era seu espaço (restrito) de trabalho, para se inserir num novo âmbito de atuação com uma visão redefinida da atuação deste profissional.

Empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv), e outros formam hoje, o novo cenário de atuação deste profissional, que transpõe os muros da escola, para prestar seu serviço nestes locais que são espaços até então restritos a outros profissionais. Esta atual realidade vem quebrando preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto apenas para exercer suas funções na sala de aula, pois atualmente onde houver uma prática educativa, existe aí uma AÇÃO PEDAGÓGICA E FORMATIVA.

Diante disso, cabe indagar: qual a função e o perfil necessário ao pedagogo para que atue com competência no âmbito não-escolar?

Este assunto desafiador tem sido estudado e discutido no sétimo período do Curso de Pedagogia do ISECENSA nas aulas de Formação Profissional VII. Como hoje o Pedagogo, está sendo inserido num mercado de trabalho cada vez mais diversificado e amplo, nossas discussões tem se direcionado para compreender a dinâmica que levou a sociedade a chegar onde estamos hoje, com um discurso voltado para a inclusão social, para o voluntariado, para projetos de pesquisas, para educação formal, não formal e informal, observando o processo de ensino-aprendizagem não somente como processo para dentro da escola, da sala de aula ou do cotidiano escolar, mas um processo que acontece em todo e qualquer segmento da sociedade, seja ele qual for.

Estamos estudando também como o Pedagogo se insere neste novo contexto social, percebendo a sua relação em diferentes espaços. “... Verifica-se hoje, uma ação pedagógica múltipla na sociedade. O pedagógico perpassa toda a sociedade, extrapolando o âmbito escolar formal, abrangendo esferas mais amplas da educação informal e não-formal” (Libâneo, 2002, p.28).

É importante destacar aqui como a educação formal e a não formal caminham paralelamente e, portanto, a necessidade de agregar ao ensino formal, ministrado nas escolas, conteúdos da educação não-formal, como os conhecimentos relativos às motivações, à situação social, à origem cultural, etc. Por isto, esta nova perspectiva de atuação do Pedagogo, sua qualificação vem filtrando cada vez mais, buscando uma relação estreita entre as diferentes propostas de educação existentes na sociedade. “... uma nova cultura escolar que forneça aos alunos instrumentos para que saibam interpretar o mundo” (Touraine, 1997, citação da autora)

O ambiente organizacional contemporâneo requer o trabalhador pensante, criativo, pró-ativo, analítico, com habilidade para resolução de problemas e tomada de decisões, capacidade de trabalho em equipe e em total contato com a rapidez de transformação e a flexibilização dos tempos atuais.

Mas como conseguir isso? Como conseguir desenvolver competências nos alunos de nossas escolas atuais? Como contribuir para a construção de colaboradores autônomos, e com espírito de aprendizes? Como manter as organizações atualizadas no mundo que vive a transformação num ritmo frenético? Como transformar o ambiente de trabalho em um ambiente de aprendizagem permanente?

Diante dessas indagações surge a figura do Pedagogo Empresarial. Cada vez mais as empresas descobrem a importância da educação no trabalho e desvendam a influência da ação educativa do Pedagogo na empresa. O Pedagogo não é mais só o profissional que atua no ambiente escolar. Ao contrário, dispõe de uma imensa área de atuação, tais como: empresas de diversos setores, ONGS, editoras, sites e em todas as áreas que requeiram um trabalho educativo.

A tarefa do Pedagogo Empresarial é, entre outras, a de ser o mediador e o articulador de ações educacionais na administração de informações dentro do processo contínuo de mudanças e de gestão do conhecimento. Gerenciar processos de mudança exige novas posturas e novos valores organizacionais, características fundamentais para empresas que pretendem manter-se ativas e competitivas no mercado.

A palavra de ordem hoje é Gestão do Conhecimento. Escolas e empresas que não repensarem seus modelos e agarrarem-se aos velhos paradigmas do aprendizado e das relações humanas, estarão, certamente, fadadas ao fracasso ou ao desaparecimento. A inexorabilidade da reestruturação sócio-econômica obriga que as escolas desenvolvam competências nos alunos para atender às exigências do mercado de trabalho e que as organizações reestruturem-se e transforme o ambiente de trabalho num ambiente de aprendizagem, contribuindo para a construção de pessoas que se antecipem aos acontecimentos, sejam atualizadas e saibam aprender a aprender.

É nesta perspectiva que o Curso de Pedagogia do ISECENSA preocupa-se com a formação dos seus alunos, proporcionando-lhes aulas de campo e experiências práticas que os coloquem em contato com as diversas modalidades educativas, a fim de que saiam para o mercado de trabalho aptos a atuar de forma inovadora, criativa e eficiente.Fazendo a diferença e deixando sua marca!

A partir da leitura deste texto, do vídeo acima e das discussões realizadas nas aulas de Formação Profissional VII faça um comentário sobre as experiências e aprendizagens obtidas a partir do curso e das suas perspectivas profissionais ao término da sua formação inicial.

Em que campo da Pedagogia pretende atuar?

Um abraço...

Liliana Azevedo Nogueira