terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vencer o mal com o bem!


Que bom seria se pudéssemos congelar as guerras, interromper os vôos das balas (projéteis) e evitar as agressões fisicas e verbais antes que elas tocassem os corações das pessoas. Que bom seria se as guerras terminassem como naquela história infantil escrita por Maurice Druon, na qual Tistu “O menino do dedo verde”, tinha a capacidade de apenas com um toque transformar enormes canhões em máquinas lançadoras de flores. Que bom seria se pudéssemos realmente colocar em prática as lições de grandes personalidades como Ghandi, Jonh Lenon, Paulo de Tarso, João Paulo II, Teresa de Calcutá e Ingrid Bittencourt. Pessoas que lutaram por um mundo melhor, fazendo a sua parte através de gestos de fé, coragem, solidariedade, amorosidade e esperança.

Ao conhecer a história desses homens e mulheres algo é muito comum: a perseverança silenciosa pela paz e um ideal de vida voltado para o bem do próximo. Cada um deles nos ensina que através de nossas atitudes diárias podemos contribuir para um mundo melhor. E que cada gesto mais humano e menos egoísta que praticarmos no dia-a-dia poderá gerar ações e atitudes semelhantes, multiplicando a paz e o amor nos corações humanos.

Em uma de suas últimas pregações João Paulo II deixou uma mensagem que pode ser assumida ao mesmo tempo por todas as religiões e por todos os homens que desejam fazer uma diferença na luta pela construção da paz: vencer o mal com o bem. Mas que reflexão deve brotar dessa expressão?

Devemos refletir que diante do mal feito aos nossos semelhantes, que diante mesmo do mal feito a nós, não podemos acrescentar mais mal, mais agressão, mais violência. Não podemos nos vingar sob pena de fazer crescer essa mortal espiral que parece que nunca se acabará.

Por isso é fundamental entendermos que o caminho da Paz proposto por João Paulo II fundamenta-se numa atitude de mansidão e de perseverança. Assim, também devemos enquanto sujeitos, autores de paz nos inspirarmos nas palavras do iluminado e apaixonado Paulo de Tarso que dizia: "Não te deixes vencer pelo mal. Vence antes o mal com o bem".

Neste tempo em que vivemos rodeados pela luta de poder a qualquer custo, em que gestos de carinho e atenção são trocados por dinheiro, em que o ser humano deixa-se levar pela lei do Gerson, da troca e do suborno, precisamos lutar pela prática do bem. Só há uma atitude capaz de quebrar a espiral diabólica do poder , da violência e do mal: o amor e o bem praticados em favor de todos.

Para conseguir o bem da paz é necessário afirmar, com consciente lucidez, que a guerra de poder é um mal inaceitável e que nunca resolve os problemas e as angústias humanas. Não fomos feitos para a morte que a violência moral e física gerada pelas desigualdades e discordâncias engendram, mas sim para a vida, para a solidariedade e para a construção de atitudes de amorosidade e respeito a dignidade humana! Portanto, agressões, difamações, violência, mentira, rancor e perseguição nunca são caminhos válidos nem justos, pois semeiam a destruição da dignidade humana. Com sua sabedoria que ultrapassava a todas, Jesus de Nazaré mudou a vida de Paulo de Tarso, transformando aquele violento homem, num grande profeta do cristianismo e da paz.

A experiência do amor do Pai inspirou Paulo de Tarso a escrever aos cristãos de Roma, que se debatiam com o sofrimento da perseguição e da violência: "Vencei o mal com o bem" . E depois de Paulo, muitos outros, cristãos ou não, marcaram a história da humanidade praticando esse princípio de diferentes maneiras.

Entre essas personalidades, cabe destacar a figura de Ingrid Bittencourt, que apesar de sua aparente saúde frágil, demonstra em seu olhar uma FORÇA sem dureza e uma CORAGEM sem violência, ensinando a todos que é possível defender um ideal de democracia, utilizando como armas fortes a inteligência, persistência, a serenidade, a esperança e a paz interior. A libertação dessa mulher nos deixa muitas lições, entre elas cabe destacar sua opção por serenamente erguer a bandeira da paz e pregar o amor.

João Paulo II, Paulo de Tarso, Ingrid Bittencourt, Gandhi, Jonh Lennon, Madre Tersa de Calcutá e tantos outros e outras, todos, em sua maneira de viver, de amar, de sofrer, de morrer, de agir nos provam que vencer o mal com o bem é o verdadeiro caminho para a paz. E mais: prova que, se é um caminho difícil, não é impossível nem desumano ou desumanizante. Lutar pela paz e pelo bem não é tarefa para os anjos, mas para cada um de nós, homens e mulheres de carne e osso, com sentimentos e desejos muito concretos.

Precisamos entender que o respeito e o crescimento da vida humana exigem a Paz . A Paz não é só a ausência da Guerra, nem se limita a manter o equilíbrio das forças contrárias. A Paz deve ser fruto da livre comunicação entre os homens, do respeito a dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade. Entretanto para se atingir a paz e vencer o mal no mundo teremos que estar em primeiro lugar, em paz com nós mesmos e no seio das nossas famílias, pois o convite a vencer o mal com o bem tem endereço certo: nós mesmos, todos e cada um de nós.

4 comentários:

Conceição de Maria Campinho disse...

Liliana,
a essência do texto, além de muito bem escrito e lindo, é de extrema reflexão.
Reflexão de cada um de nós em relação ao bem interior que corresponde a paz interior no ser humano.
A paz interior é uma conquista, é um exercício diário, regado de fé e respeito a Deus.
É Ele que nos fortalece.
Para tanto, numa iniciativa de propagar suas palavras, conscientizar o ser humano do seu papel neste mundo na prática do bem,seria interessante, o estudo da Bíblia nas salas de aula, de forma bem dinâmica e contextualizada.
Talvez, tal iniciativa seja um caminho a ser percorrido, em que o currículo seria o instrumento desse caminho.
Um grande abraço!
Com carinho,
Conceição de Maria Campinho

Didática e inclusão disse...

Nosso mundo precisa de pessoas que sigam mais tais aspectos redigidos por você em seu texto.
O amor deve florescer no coração de cada um, para que no futuro o mundo se torne um lugar muito melhor do que hoje.
As transformações são indispensáveis para um mundo mais humano!
Uma ótima reflexão!
Bjos
Larissa Azevedo e Livia Andretti.

Didática e inclusão disse...

Nosso mundo precisa de pessoas que sigam mais tais aspectos redigidos por você em seu texto.
O amor deve florescer no coração de cada um, para que no futuro o mundo se torne um lugar muito melhor do que hoje.
As transformações são indispensáveis para um mundo mais humano!
Uma ótima reflexão!
Bjos
Larissa Azevedo e Livia Andretti.

Josiele Motta e Vanessa Sanz disse...

Gostamos muito do seu texto, concerteza seria muito bom se todos seguissemos os exemplos dessas pessoas que foram tão especiais para o mundo como madre Tereza de Calcuta e tantos outros, concerteza o mundo seria bem diferente. Bjs!