domingo, 22 de março de 2009

Escola e gestão democrática: realidade ou utopia?


A democracia é uma construção, mas como vem se dando a consolidação dessa em nosso país? Em nossa história, alternamos momentos de repressão e liberdade. Não faz muito tempo que saímos de uma severa ditadura e passamos a viver em um regime democrático. Claro que hoje ainda precisamos enfrentar muitas lutas para garantir os direitos à cidadania e a escola pode e deve ajudar a transformar a maneira como a qual nos relacionamos com a democracia. Ela mesma deve ser um espaço de exercício dessa convivência democrática.


Diariamente falamos em uma escola democrática, mas muitas delas ainda estão reprovando indiscriminadamente durante anos consecutivos alunos, sem considerar o ser diferente e os vários conhecimentos já adquiridos na sua vivência. Essas questões perturbam muitos educadores preocupados com o sucesso educacional.


Será que existe, na verdade, interesse em uma gestão democrática? Qual seria então o papel da democracia na escola?


Percebe-se muitas vezes, na gestão educacional, uma administração voltada com ações na verdade, reprodutoras de uma sociedade infelizmente alienada e passiva, ditando regras e não estabelecendo uma relação dialógica ideal com os envolvidos, estabelecendo meramente uma transmissão de ordens, alegando na maioria das vezes cumprirem determinações que lhes vem de cima não proporcionando assim, momentos para discussão..”... Todas as iniciativas de política educacional, apesar de sua aparente autonomia, têm um ponto em comum: o empenho em reduzir custos, encargos e investimentos públicos, buscando senão transferi-los e/ou dividi-los, com a iniciativa privada e organizações não governamentais”(ROSSI, 2001)


A participação é muitas vezes, limitada, controlada e puramente formal. A estrutura técnica se sobrepõe aos indivíduos envolvidos e o poder e a autoridade (leia-se: autoridade : como não prática social - sem visão crítica) se instalam de forma sutil , com obediência, dentro de uma perspectiva clássica de administração que repudia a participação, o compartilhar idéias, a liberdade para expressar-se , a deliberação de decisões e o respeito às iniciativas.


A questão do controle ainda é muito forte e mesmo sabendo que o poder e a autoridade são necessários em muitos momentos dentro de várias organizações, intermediando e viabilizando ações criativas para melhora, observa-se ainda um controle rígido, um descompromisso e muito pouca participação da comunidade escolar como um todo (professores, pais, funcionários, lideranças de bairro) no processo da gestão escolar, causando assim automaticamente uma acomodação, em que as pessoas não se mobilizam para nada e ficam alheias, esperando sempre serem orientadas ou então aceitando passivamente tudo que venha das “autoridades competentes”, sem quer que seja , nenhum questionamento crítico construtivo.


Nota-se com freqüência que esta suposta “gestão”, se mascara como sendo democrática e acaba que atendendo de forma a não priorizar princípios básicos democráticos, ocasionando o aumento da produtividade, a massificação do indivíduo, afastando não só o caráter da coletividade , como também o diálogo e o processo decisório.


O uso da autoridade dentro de uma gestão educacional, deve ter o cuidado de não se estender a um modelo vertical, devendo essencialmente privilegiar as relações horizontais entre seus integrantes, mediando as discussões, as trocas de idéias, legitimando assim, verdadeiras ações democráticas.

A escola deve ser vista como um lugar privilegiado para a construção do conhecimento e como eixo base das relações humanas, viabilizando não só a produção de conhecimentos como também de atitudes necessárias à inserção neste novo mundo com exigências cada vez maiores de cidadãos participativos e criativos.

A escola que deseja ser democrática em sua essência, tem que juntamente com a comunidade repensar e reestruturar o sistema de ensino e de aprendizagem para alcançar o tão sonhado e não utópico do sucesso escolar. É assim, em pequenas, mas significativas ações que conseguiremos a democracia, não nesse espaço pedagógico chamado escola, mas transportaremos também para fora desse, transversalizando em todos os ambientes da nossa realidade.

É necessário que o gestor garanta a participação das comunidades interna e externa, a fim de que assumam o papel de co-responsáveis na construção de um projeto pedagógico que vise ensino de qualidade para a atual clientela da escola pública e para que isso aconteça é preciso preparar um novo diretor, libertando-o de suas marcas de autoritarismo redefinindo seu perfil, desenvolvendo características de coordenador, colaborador e de educador, para que consigamos implementar um processo de planejamento participativo de representantes dos segmentos da comunidade interna (diretor, vice-diretor, especialistas, professores, alunos e funcionários) e externa (pais, órgãos/instituições, sociedade civil organizada).

Observa-se pelo que tenho notado, que o gestor ou diretor escolar assume uma nova centralidade organizacional, sendo o que deve prestar contas pelos resultados educacionais conseguidos, transformando-se no principal responsável pela efetiva concretização de metas e objetivos, quase sempre centrais e hierarquicamente definidos. Neste sentido, esta concepção de gestão introduz uma nova nuance na configuração das relações de poder e autoridade nos sistemas educativos.

Falar em gestão democrática nos remete, portanto, quase que imediatamente a pensar em autonomia e participação.
Quais são os instrumentos e práticas que organizam a vivência da gestão escolar? Em geral, esses processos mesclam democracia representativa - instrumentos e instâncias formais que pressupõem a eleição de representantes, com democracia participativa - estabelecimento de estratégias e fóruns de participação direta, articulados e dando fundamento a essas representações.

Vários autores, como Padilha (1998) e Dourado (2000), defendem a eleição de diretores de escola e a constituição de conselhos escolares como formas mais democráticas de gestão. Outro elemento indispensável é a descentralização financeira, na qual o governo, nas suas diferentes esferas, repassa para as unidades de ensino recursos públicos a serem gerenciados conforme as deliberações de cada comunidade escolar.

Em seu projeto político-pedagógico, construído através do planejamento participativo, desde os momentos de diagnóstico, passando pelo estabelecimento de diretrizes, objetivos e metas, execução e avaliação, a escola pode desenvolver projetos específicos de interesse da comunidade escolar, que devem ser sistematicamente avaliados e revitalizados.

A gestão democrática da escola significa, portanto, a conjunção entre instrumentos formais - eleição de direção, conselho escolar, descentralização financeira - e práticas efetivas de participação, que conferem a cada escola sua singularidade, articuladas em um sistema de ensino que igualmente promova a participação nas políticas educacionais mais amplas.

A PARTIR DA LEITURA DO TEXTO, DO CONTEÚDO DO VÍDEO E DAS DISCUSSÕES EM SALA DE AULA, COMO VOCÊ OBSERVA A QUESTÃO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA SUA REALIDADE? GESTÃO DEMOCRÁTICA É UMA REALIDADE OU AINDA É UTOPIA?O QUE VOCÊ PENSA SOBRE A ELEIÇÃO DE DIRETORES?

Fontes:

http://www.portalensinando.com.br/ensinando/principal/conteudo.asp?id=2666

http://www.centrorefeducacional.com.br/gestdemaut.htm

quinta-feira, 19 de março de 2009

Novo cenário de atuação do Pedagogo!

O novo cenário que se descortina no século XXI traz novas perspectivas para o profissional da educação que se insere no mercado de trabalho!Uma nova estrutura se firma na sociedade, a qual exige profissionais cada vez mais qualificados e preparados para atuarem neste cenário competitivo.

Dessa forma, a educação em espaços não escolares vem confirmar esta discussão que vivenciamos. A atuação do pedagogo ultrapassa o espaço escolar, que até pouco tempo, era seu espaço (restrito) de trabalho, para se inserir num novo âmbito de atuação com uma visão redefinida da atuação deste profissional.

Empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv), e outros formam hoje, o novo cenário de atuação deste profissional, que transpõe os muros da escola, para prestar seu serviço nestes locais que são espaços até então restritos a outros profissionais. Esta atual realidade vem quebrando preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto apenas para exercer suas funções na sala de aula, pois atualmente onde houver uma prática educativa, existe aí uma AÇÃO PEDAGÓGICA E FORMATIVA.

Diante disso, cabe indagar: qual a função e o perfil necessário ao pedagogo para que atue com competência no âmbito não-escolar?

Este assunto desafiador tem sido estudado e discutido no sétimo período do Curso de Pedagogia do ISECENSA nas aulas de Formação Profissional VII. Como hoje o Pedagogo, está sendo inserido num mercado de trabalho cada vez mais diversificado e amplo, nossas discussões tem se direcionado para compreender a dinâmica que levou a sociedade a chegar onde estamos hoje, com um discurso voltado para a inclusão social, para o voluntariado, para projetos de pesquisas, para educação formal, não formal e informal, observando o processo de ensino-aprendizagem não somente como processo para dentro da escola, da sala de aula ou do cotidiano escolar, mas um processo que acontece em todo e qualquer segmento da sociedade, seja ele qual for.

Estamos estudando também como o Pedagogo se insere neste novo contexto social, percebendo a sua relação em diferentes espaços. “... Verifica-se hoje, uma ação pedagógica múltipla na sociedade. O pedagógico perpassa toda a sociedade, extrapolando o âmbito escolar formal, abrangendo esferas mais amplas da educação informal e não-formal” (Libâneo, 2002, p.28).

É importante destacar aqui como a educação formal e a não formal caminham paralelamente e, portanto, a necessidade de agregar ao ensino formal, ministrado nas escolas, conteúdos da educação não-formal, como os conhecimentos relativos às motivações, à situação social, à origem cultural, etc. Por isto, esta nova perspectiva de atuação do Pedagogo, sua qualificação vem filtrando cada vez mais, buscando uma relação estreita entre as diferentes propostas de educação existentes na sociedade. “... uma nova cultura escolar que forneça aos alunos instrumentos para que saibam interpretar o mundo” (Touraine, 1997, citação da autora)

O ambiente organizacional contemporâneo requer o trabalhador pensante, criativo, pró-ativo, analítico, com habilidade para resolução de problemas e tomada de decisões, capacidade de trabalho em equipe e em total contato com a rapidez de transformação e a flexibilização dos tempos atuais.

Mas como conseguir isso? Como conseguir desenvolver competências nos alunos de nossas escolas atuais? Como contribuir para a construção de colaboradores autônomos, e com espírito de aprendizes? Como manter as organizações atualizadas no mundo que vive a transformação num ritmo frenético? Como transformar o ambiente de trabalho em um ambiente de aprendizagem permanente?

Diante dessas indagações surge a figura do Pedagogo Empresarial. Cada vez mais as empresas descobrem a importância da educação no trabalho e desvendam a influência da ação educativa do Pedagogo na empresa. O Pedagogo não é mais só o profissional que atua no ambiente escolar. Ao contrário, dispõe de uma imensa área de atuação, tais como: empresas de diversos setores, ONGS, editoras, sites e em todas as áreas que requeiram um trabalho educativo.

A tarefa do Pedagogo Empresarial é, entre outras, a de ser o mediador e o articulador de ações educacionais na administração de informações dentro do processo contínuo de mudanças e de gestão do conhecimento. Gerenciar processos de mudança exige novas posturas e novos valores organizacionais, características fundamentais para empresas que pretendem manter-se ativas e competitivas no mercado.

A palavra de ordem hoje é Gestão do Conhecimento. Escolas e empresas que não repensarem seus modelos e agarrarem-se aos velhos paradigmas do aprendizado e das relações humanas, estarão, certamente, fadadas ao fracasso ou ao desaparecimento. A inexorabilidade da reestruturação sócio-econômica obriga que as escolas desenvolvam competências nos alunos para atender às exigências do mercado de trabalho e que as organizações reestruturem-se e transforme o ambiente de trabalho num ambiente de aprendizagem, contribuindo para a construção de pessoas que se antecipem aos acontecimentos, sejam atualizadas e saibam aprender a aprender.

É nesta perspectiva que o Curso de Pedagogia do ISECENSA preocupa-se com a formação dos seus alunos, proporcionando-lhes aulas de campo e experiências práticas que os coloquem em contato com as diversas modalidades educativas, a fim de que saiam para o mercado de trabalho aptos a atuar de forma inovadora, criativa e eficiente.Fazendo a diferença e deixando sua marca!

A partir da leitura deste texto, do vídeo acima e das discussões realizadas nas aulas de Formação Profissional VII faça um comentário sobre as experiências e aprendizagens obtidas a partir do curso e das suas perspectivas profissionais ao término da sua formação inicial.

Em que campo da Pedagogia pretende atuar?

Um abraço...

Liliana Azevedo Nogueira

sexta-feira, 6 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER...UMA HOMENAGEM A TODAS AS GRANDES MULHERES!


MULHER

Ser mulher...
É viver mil vezes em apenas uma vida.

É lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora.





É estar antes do ontem e depois do amanhã.É desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.


Ser mulher...
É caminhar na dúvida cheia de certezas.
É correr atrás das nuvens num dia de sol.
É alcançar o sol num dia de chuva.



Ser mulher...
É chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza.
É acreditar quando ninguém mais acredita.É cancelar sonhos em prol de terceiros.É esperar quando ninguém mais espera.








Ser mulher...
É identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa.
É ser enganada, e sempre dar mais uma chance.
É cair no fundo do poço, e emergir sem ajuda.








Ser mulher...
É estar em mil lugares de uma só vez.
É fazer mil papéis ao mesmo tempo.
É ser forte e fingir que é frágil... Pra ter um carinho.




Ser mulher...
É se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas.
É distribuir emoções que nem sempre são captadas.


Ser mulher...
É comprar, emprestar, alugar,vender sentimentos, mas jamais dever.
É construir castelos na areia,ve-los desmoronados pelas águas.E ainda assim amá-los.









Ser mulher...
É saber dar o perdão...
É tentar recuperar o irrecuperável.

É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.
Ser mulher...É estender a mão a quem ainda não pediu.
É doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher...É não ter vergonha de chorar por amor.
É saber a hora certa do fim.É esperar sempre por um recomeço.
Ser mulher...
É ser mãe dos seus filhos...
Dos filhos de outros.É amá-los igualmente.













Ser mulher...É ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem.
É desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos.
E fincar a bandeira da conquista.

Ser mulher... é ter a certeza de ser a criatura mais Divina de Deus, pois a prova maior é de que Ele escolheu Maria (uma mulher) para ser a Mãe de seu filho Jesus Cristo e de todos nós!!!













Este texto é uma homenagem a todas a mulheres (mesmo que não estejam nas fotos) que fazem parte da minha história de vida e que me ensinam todos os dias a me orgulhar da condição feminina!


Parabéns a todas a mulheres, minhas mães, irmãs, amigas, companheiras de trabalho, minhas alunas queridas e tantas outras que passaram pela minha vida e me inspiram a ser uma MULHER QUE AMA A VIDA E QUE SE SENTE AMADA POR ELA!

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!


LILIANA AZEVEDO NOGUEIRA
Texto: AUTOR DESCONHECIDO

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Youtube - um novo recurso didático!

A utilização e a produção de vídeos digitais na sala de aula pode ser a possibilidade de integrar novas tecnologias, projeto pedagógico e pedagogias que privilegiam a construção do conhecimento. A educação não pode ser pensada separada da comunicação, principalmente por que "ninguém nasce feito", segundo Paulo Freire "vamos nos fazendo aos poucos, na prática social de que tomamos parte" (1997, p.: 79. E hoje as novas tecnologias, principalmente aquelas que servem de meios de comunicação são as grandes responsáveis pela formação.
Neste ínterim é preciso questionar a sala de aula e os recursos tecnológicos e audiovisuais. A estrutura didática precisa ser repensada, mesmo que esta exija dos professores novas competências e habilidades. "Quando se constrói materiais audiovisuais estamos utilizando uma linguagem muito específica que precisa ser reconhecia pelos alunos" (Garcia, 2006)
Hoje, o acesso à informação é cada vez mais facilitado pelos meios de comunicação. Seja por jornais, revistas, livros, rádio, televisão ou internet. Sendo que a internet está fundindo esses vários meios em um meio de múltiplos recursos. Múltiplos recursos esses que estão sendo traduzidos por uma palavra muito utilizada hoje – multimídia. Segundo Kampff e Dias (2003), multimídia significa muitos meios. E na educação, passa a ser uma “estratégia poderosa na utilização de múltiplos recursos que contemplam diferentes percepções do ser humano”.
Assim estou iniciando um estudo que pretende constatar e demonstrar que mais do que uma nova mania mundial, o vídeo pode ser usado por professores e estudantes. Esse recurso pode ser importante na tentativa de criar espaços de aprendizagem mais ricos, em momentos presenciais ou à distância. Também pode estimular a pesquisa, incentivar o compartilhamento de experiências, desenvolver competências individuais e possibilitar o trabalho em grupo. Para isso, inicialmente estamos utilizando o You Tube®, que mais do que um simples repositório de vídeos, oferece muitas possibilidades para o processo de ensino-aprendizagem. A idéia é explorar o grande impacto e motivação que provocam recursos on-line como o Youtube e aplicá-los à educação.
O Youtube foi criado em Fevereiro de 2005 por dois ex-funcionários do eBay®, Steve Chen e Chad Hurley (Fortes, 2006). O eBay® é um site norte americano de vendas e leilões que desde 2001 é acionista do site brasileiro Mercado livre.O objetivo dessa dupla era possibilitar às pessoas compartilharem seus vídeos de viagens. E foi com surpresa que viram o seu site se tornar um portal para outra dimensão. O You Tube® chegou à marca de 100 milhões de vídeos assistidos por dia em Julho de 2006 (Fortes, 2006).
A cada dia que passa, são colocados, algo em torno de 65 mil novos arquivos de vídeo digital, à disposição de quem quer assisti-los.A revista norte-americana Times classificou o You Tube® como a “Invenção do ano” (G1, 2006). Isso surgiu a partir de uma lista elaborada com as melhores invenções do ano em diversas categorias, como brinquedos, roupas, medicina, internet e residências. Mesmo sendo áreas muito diferentes, o You Tube® liderou a lista.
As possibilidades de utilização são várias, como por exemplo: como material de apoio, como portfólio do aluno ou até mesmo como uma TV educacional.O vídeo pode ser um instrumento poderoso na mão do professor, havendo a necessidade das escolas e colegas professores se empenharem na diminuição radical do analfabetismo digital entre os professores. Os professores precisam aprender a manusear as ferramentas digitais a seu favor e experimentar o uso das TICs no seu dia-a-dia.
O vídeo não é a solução de todos os problemas que o professor enfrenta em sala de aula. Pelo contrário, a inserção de novas tecnologias na escola pode acabar gerando mais trabalho. Porém o professor não pode se deixar abalar por isso. É necessário o foco nos resultados. Tentativa e erro, deve ser o alvo. Tentando-se formas diferentes de aplicação, e aprendendo-se com os próprios erros, pode-se chegar mais próximo da perfeição. E a perfeição para o professor deve ser o aprendizado significativo do seu aluno.
Como professora, posso dizer que o Youtube apresenta-se como um excelente recurso didático, na medida em que podemos encontrar vídeos preciosos sobre conteúdos, os quais estamos trabalhando em nossas aulas.Entretanto, o uso dessa ferramenta requer tempo de pesquisa, a fim de que possamos avaliar a qualidade do conteúdo do vídeo, pois este não pode ser utilizado como passatempo, mas como fonte disparadora de discussões e reflexões sobre o tema ou como complementação da aprendizagem.
Um exemplo disso, foi a utilização de um vídeo sobre Reuven Feuerstein utilizado na aula de Fundamentos Didáticos no Curso Normal Médio do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora para complementar as reflexões acerca deste pensador sobre a Teoria da Modificabilidade Cognitiva. A estratégia de utilização do vídeo em associação com o texto didático permitiu adotar a concepção do meio audiovisual como um elemento curricular, ratificando que as possíveis virtudes que ele pode ter no processo de ensino-aprendizagem não dependem exclusivamente de si mesmo, mas das relações que venham a ser estabelecidas com outros elementos curriculares, conforme assinalado por Bartolomé (1994).
Posteriormente, sugeri que as alunas do 3°. Ano do Curso de Formação de Professores a nível médio que em grupos produzissem pequenos vídeos acerca deste pensador, como uma forma de que elas também desenvolvessem a habilidade de integração texto didático e produção audiovisual.
É importante salientar que a proposta de elaboração da narrativa do vídeo tornou possível traçar um paralelo entre as linguagens visual e verbal-escrita. Observou-se que houve uma tentativa de vincular os textos às cenas, sugerindo a influência da imagem como elemento de comunicação e informação, ratificando que a linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas. As imagens apresentadas contribuíram para dar ainda mais significação à narrativa escrita, uma das habilidades a serem desenvolvidas no Ensino Médio.
Os 5 vídeos produzidos foram apresentados para toda a turma, que após a apresentação fizeram a análise de suas aprendizagens a partir dessa nova experiência. Uma aluna assim expressou “produzir esse pequeno vídeo deu muito trabalho, pois tivemos que aprender a trabalhar no movie maker, o que nos exigiu paciência para usar os múltiplos recursos dessa ferramenta, outra coisa é que esse trabalho exige pesquisa de imagens e também do texto que vamos escrever, tudo tem que estar relacionado. Mas no final... quando o vídeo fica pronto, sentimos uma sensação de competência, pois fomos capazes de produzir com nossa cabeça um material de qualidade para apresentar! Sem contar que aprendemos três vezes mais sobre Feuerstein!Muito bom mesmo! Todo professor deveria aprender a usar essa ferramenta.”
Desta forma, o meio audiovisual atuou como um elemento configurador de uma relação diferente entre professor, estudantes, conteúdos e objetivos, sobre o processo instrutivo.
Pode-se dizer que ele também incidiu nos processos cognitivos e atitudinais dos alunos, não se tornando um mero recurso auxiliar.A intervenção didática permitiu que os estudantes se tornassem agentes ativos de suas aprendizagens, criando textos, discutindo a relação entre a teoria e a prática de ensinar e aprender.O papel do professor no processo de ensino-aprendizagem foi de mediador, procurando estimular os alunos a aprenderem a aprender, tentando evitar uma prática sustentada no ensino por transmissão-recepção.O vídeo contribuiu para uma maior interação professor-alunos, criando um clima de descontração e entusiasmo no grupo, colaborando para que houvesse interação e participação efetiva
na aula.
Atividades significativas e prazerosas são realizadas quando professores e alunos desenvolvem as suas aulas pensando em uma maneira de socializar o que desenvolveram e aprenderam.
E o vídeo é uma excelente ferramenta que hoje está em qualquer máquina digital e que pode ser publicado na internet. È um recurso que tem uma relação direta com a televisão e que pode ser vinculado, imperceptivelmente, ao entretenimento, passando a ser prazeroso fazê-lo.
Sendo assim, a construção do vídeo passa a ser uma prática pedagógica mais comum nas escolas e nós precisamos nos atualizar nesta prática.
Veja um dos vídeos produzidos por um grupo de alunas do Curso Normal Médio do CENSA em novembro de 2008.
Liliana Azevedo Nogueira

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Volta às aulas!!!


As lembranças das férias vão ficando para trás.
Para o professor, esta é uma das etapas mais desafiantes: entrar em sala de aula, onde alunos com olhos irrequietos e ansiosos estarão procurando saber quem é você e o que será capaz de lhes dar durante todo o ano letivo.
Para os alunos, voltar às aulas significa mais disciplina, cumprimento dos horários, tarefas de casa e uma infinidade de compromissos que exigem grande esforço.
Quanto aos pais, além da responsabilidade de preservar, cuidar, amar, educar com sucesso, é necessário buscar uma parceria ideal, sem delegar plenos poderes, nem transferir para a escola e para os professores toda a formação das crianças.
O início do ano letivo é, na verdade, um desafio para todos os envolvidos no processo educativo, pois é recheado de novas oportunidades e desafios que deverão ser conquistados ao longo do ano.
Todos, alunos, professores e pais em sua grande maioria sonham em fazer descobertas, novas amizades, sempre idealizando um ano melhor. Para os pais, é natural querer conhecer e acompanhar de perto aquele que diretamente vai influir na formação dos seus filhos. Mas, mesmo conhecendo e depositando a confiança na escolha feita, é essencial o trabalho conjunto (família/ escola) na formação humana.
Por isso, queridos alunos e professores animem-se é um novo ano! E os nossos corações se enchem de expectativa para o que estar por vir, por enquanto ainda oculto e inesperado.Façamos um balanço dos ganhos e das perdas que nos acompanharam em 2008.E seja, qual for o resultado, é hora de renovar promessa, metas e sonhos para 2009.
A magia desse momento novo renova nossas energias e nos impulsiona a pensar e repensar nossas ações e práticas tendo em vista a melhoria da qualidade da aprendizagens de nossos alunos!
Peçamos a Deus que nos ofereça um ano de paz, saúde e muitas realizações, para que possamos fazer a nossa parte na construção de um novo projeto de sociedade! Esta é uma excelente época para fazermos uma grande faxina em nossas vidas. Vamos jogar fora tudo o que não deu certo, tudo que não precisamos mais. Esvaziar as gavetas e abrir espaço para o novo. Nada de ficar agarrado a lembranças através dos anos. Bons ou ruins os momentos precisam passar, pois novos virão.Vamos comemorar o trabalho e o estudo, afinal as férias já terminaram, e as dificuldades vividas no ano passado nos servirão como aprendizado de vida.
Desejo do fundo da alma que neste ano letivo estejamos unidos, com saúde, em paz e comprometidos com a Educação do nosso país. Que nossa escola seja um lugar de conquistas, aprendizado, crescimento, felicidade, prazer e principalmente humanidade.
E lembre-se: nosso alvo de dedicação é o aluno – único na multiplicidade e múltiplo na unidade. Ao nos conscientizarmos disso, compreendemos que amar a criança é aceitá-la em toda a sua plenitude, sendo carinhoso, porém firme em nossas decisões, respeitando as diferenças de cada um.

Porque ser professor é muito mais do que uma profissão, muito mais do que ofício, é acima de tudo uma postura de vida!

Feliz 2009, professores e alunos!

Liliana A. Nogueira

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

PROASE: SABER COM SABOR

Não é possível falar em educação de qualidade sem falar em leitura e escrita, em ciência e arte, por isso uma das prioridades da Gestão da Secretaria Municipal de Educação entre os anos de 2006-2008 voltou-se para o resgate do processo de alfabetização e letramento, numa perspectiva libertadora e significativa.
No início do ano de 2006 constatou-se o alto índice de crianças matriculadas no Ensino Fundamental entre 09 e 16 anos que ainda não tinham desenvolvido as habilidades básicas para a aquisição da leitura e escrita, muitos profissionais alegavam que estas crianças seriam fruto do regime de progressão continuada, que entre os anos de 2000 e 2006, foi entendida equivocadamente como aprovação automática.
Nesse sistema, a organização do ensino prevista na LDB/96 respeita a flexibilidade na organização por ciclos e o ritmo de aprendizagem de cada aluno. Os conteúdos e os objetivos de cada série são mantidos dentro dos ciclos e da progressão continuada, com uma série de reforços paralelos e contínuos. O aluno avança com o seu grupo - série até o final de cada ciclo, onde deverá ter atingido um patamar de aprendizagem. Se não atingiu os objetivos propostos, ficará retido por um ano, para reforço das dificuldades de aprendizagem.
Segundo essa proposta o aluno deveria ter um acompanhamento contínuo da aprendizagem, com reforço e recuperação para sanar dificuldades e defasagens. Na Rede Municipal havia um programa chamado PEC (Programa de Estudos Complementares), que atendia aos alunos do 2º ao 5º ano do primeiro ciclo, que não alcançavam as habilidades e competências exigidas para o próximo ano. Contudo, este Programa pesquisas realizadas com apoio de Instituições Públicas e Pruvadas evidenciaram que este programa não funcionava como reforço escolar, mas sim como um ano de escolaridade, em que as crianças eram organizadas em turmas multisseriadas com idade entre 06 a 13/14 anos.
Na progressão continuada, os alunos, mesmo com o aproveitamento insuficiente, eram classificados para a série seguinte, mas esse avanço precisava ser acompanhado por um conjunto de medidas pedagógicas que garantiam progredir em seu percurso escolar. O que acontecia na Rede Municipal de Educação é que esses alunos iam sendo aprovados automaticamente e o PEC não dava conta de recuperar suas dificuldades, por falha em sua operacionalização, pois não havia um atendimento que priorizasse a defasagem na alfabetização dessas crianças, bem como uma atenção individualizada que atendesse os alunos por níveis de escolaridade e aprendizagem. Nesse processo não era priorizada a capacitação dos professores, que trabalhavam de forma descontextualizada e sem um planejamento que integrasse todas as escolas.
Neste contexto, a Secretaria Municipal de Educação em 2006 resolveu extinguir o sistema de progressão continuada e conseqüentemente o PEC. No entanto, a carência desses alunos na lecto-escrita permaneceu e em 2007 para atender a essa demanda foi implementado o PROASE (Programa de assistência ao sucesso escolar). Este programa veio a suprir a necessidade de recuperar os alunos do 2º ao 5º ano de escolaridade com defasagem na leitura e na escrita e funcionava no contra-turno em que a criança estivesse matriculada, atendendo por 4 horas alunos separados em turmas organizadas pelos níveis de escrita, segundo Ferreiro (1999).
O PROASE nasceu de uma idéia coletiva de pedagogos e da própria secretária de Educação do Município e recebeu um apoio total de todos os diretores envolvidos no processo. Para que o PROASE fosse implantado houve uma série de preparações, planejamento de ações, entrevistas com diretores, professores e com os pais dos alunos participantes. A coordenação do Programa tinha uma grande preocupação em alfabetizar com qualidade e para isso o planejamento foi fundamental.
Enquanto Secretaria de Educação e conectada com as Diretrizes do Ministério da Educação e Cultura – MEC, implementamos o Programa de Assistência ao Sucesso Escolar – PROASE – inicialmente em 18 escolas, atendendo aos alunos do 2º ao 5º ano de escolaridade que apresentavam quadro de repetência relacionada as defasagens referentes à leitura, escrita e ao raciocínio lógico. A implementação do PROASE aconteceu de maneira gradativa e construtiva nas escolas municipais, contando com o apoio dos diretores, orientadores pedagógicos e de uma equipe de alfabetizadoras da SMEC que acompanharam semanalmente e quinzenalmente o desenvolvimento do programa através de visitas e capacitações.
Um aspecto interessante é que os professores participantes do PROASE passaram por uma entrevista e todos apresentavam o perfil alfabetizador, pois atuariam diagnosticando as dificuldades dos alunos e posteriormente criando atividades pautadas na Proposta de Alfabetização psico-fonética e do Pró-letramento, este último um programa do Governo Federal de formação continuada de professores, para melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura/escrita e matemática nas séries iniciais do ensino fundamental. O papel do professor é realizar as devidas intervenções pedagógicas e oportunizar a evolução no processo de aquisição de alfabetização e letramento.
Além disso, os professores atuantes no PROASE participaram de capacitações no decorrer do processo, a fim de que compreendessem a concepção, sistematização e implementação do Programa, dialogando com as inferências pedagógicas na construção do sucesso escolar.
O Programa de Assistência ao Sucesso Escolar fundamenta-se na Proposta de Alfabetização Psico-fonética e no programa do Governo Federal PRÓ-Letramento, ambos pautados nas teorias de autores fundamentais na área de alfabetização, entre eles Emilia Ferreiro (1999) e Fernando Capovilla (2000).
À medida que as capacitações iam acontecendo, os professores mostravam-se cada vez mais interessados em aprender, em trocar experiências e em socializar suas conquistas com as crianças, evidenciando um estado de paixão pela proposta do Programa, pois muitas diziam que além de resgatar as habilidades de lecto-escrita, as crianças recuperavam a auto-estima e mudavam seus comportamentos nas salas de aulas regulares...Vale destacar que as atividades do PROASE eram vivas, contextualizadas com as diferentes realidades das escolas, voltadas para música, atualidade e para os desejos dos alunos.
Onde há desejo, há aprendizagem e os resultados logo foram obtidos, pois ao longo das visitas às escolas era perceptível nas falas e nos olhos brilhantes dos alunos participantes do PROASE seu crescimento, sentindo-se protagonistas da construção do seu saber.
Isso pode ser observado no depoimento de duas crianças que afirmavam: “ O Proase me ajudou muito na leitura , porque eu estava muito devagar... e na produção de texto, antes eu escrevia e não tinha sentido e agora eu escrevo e todo mundo entende” (N. - 10 anos - aluno da E.M. José do Patrocínio).“ O Proase me ajudou muito, eu aprendi a trocar menos as letras na hora de escrever e minha mãe, meu pai, minhas avós, meus tios, e minha professora estão muito felizes” (R. – 11 anos – C.E . 29 de Maio).
Percebe-se na fala desses alunos a alegria e o orgulho de constatar que eram capazes de superar os obstáculos que os impediam de avançar no processo de construção da escrita e leitura, devolvendo a auto-estima e o sabor de saber. Trabalhamos com a esperança de que, a cada dia, nossas crianças passassem a ver o mundo de uma maneira mais crítica e consciente. Uma consciência que advém da leitura e da escrita - instrumentos que nos levam a pensar, a refletir, a encontrar caminhos para nossa evolução pessoal e profissional.
Neste ínterim, constatamos que as visitas às escolas, as capacitações e os encontros na SMEC uniram coordenadores, diretores, OPs e professores, em torno de um mesmo ideal o “sucesso escolar”, construindo assim uma identidade institucional coletiva intitulada por estes de “família PROASE-SMEC”.
A educação tem de ser um setor movido pela paixão, pelo entusiasmo e pela competência - qualidades essenciais à difusão do conhecimento, e é essa essência do PROASE, a paixão pela Alfabetização. Um processo que deve ser aplicado à luz de uma ótica atraente, criativa, desafiadora, viva, bonita e eficaz, de modo que o educando sinta-se cativado e partícipe de maneira intensa das atividades da escola.
Parafraseando Chalita (2003) “professores devem ser artesãos, mestres na arte de misturar os ingredientes necessários para uma boa aula, ou melhor, para um banquete realmente inesquecível. Um banquete que permanecerá para sempre na memória dos aprendizes, como uma refeição indispensável ao seu crescimento e ao desenvolvimento de seu talento para viver - com saber e sabor”. Esse sabor com saber é explicitado na fala de muitos professores que relataram “gosto muito de trabalhar neste projeto, porque apesar de tanto tempo de prefeitura eu nunca vi um resultado tão imediato, com uma resposta tão positiva no desenvolvimento das crianças.” (Eliane – Professora do Proase – C.E. 29 de Maio).
Em 2008, o número de escolas ampliou-se e o PROASE aconteceu em mais de 32 escolas (urbanas e rurais)! Dados estatísticos mostram que em 2008 foram atendidos mais de 1.105.00 crianças entre 08 e 16 anos que se alfabetizaram e foram liberados do Programa, além de não repetir o ano letivo. O PROASE tem como característica principal, tornar o aluno independente, protagonista de sua aprendizagem. O aluno entra no PROASE, frequenta as aulas e quando aprende a ler e escrever é liberado!Não é uma aula de reforço que torna o aluno dependente, mas objetiva turbinar a aprendizagem e tornar o aluno auto-confiante em suas habilidades!
O PROASE apesar de ser um programa elaborado pela gestão 2006/2008, teve como principais autores cada professor que o colocou em prática em sua sala de aula e tornou real o sonho de uma alfabetização significativa e prazerosa. Essa é a essência da docência, ser inteiro no ensinar e no aprender, ter a consciência de que somos co-responsáveis pelo sucesso de nossos alunos e de que precisam de nosso apoio e crença nas suas potencialidades. É por isso que a profissão de professor é tão especial. É por isso que sou professora e me orgulho dos profissionais desta Rede Pública de Ensino que apesar das adversidades fizeram e FAZEM A EDUCAÇÃO ACONTECER...

As experiências que tive na coordenação do PROASE foram fantásticas, aprendi muito com cada diretor, com cada orientador pedagógico, com cada professor e aluno que convivi e acompanhei o trabalho!!!
O PROASE foi a minha grande inspiração e a minha grande realização na carreira do magistério, uma vivência que vou guardar para sempre em meu coração e memória!
Gostaria de agradecer a cada coordenador que trabalhou comigo nesta empreitada nesses dois anos, mas em especial quero agradecer a cada professor (Iná, Eliane, Gleicimara, Mércia, Ana Quitéria, Roseni...todas...), formamos em dois anos a família PROASE, QUE COM CERTEZA VAI CONTINUAR DANDO MUITOS FRUTOS!A semente foi plantada, regada, deu frutos, mas precisa continuar sendo cultivada para que a cada dia possa frutificar mais e mais e isso depende de cada professor, cada orientador pedagógico e cada diretor que acredita na Educação e luta pela política da continuidade daquilo que deu certo! Parabéns a todos os professores que participaram dessa magnífica experiência!






domingo, 25 de janeiro de 2009

A vida é uma viagem...

Recebi um email a algum tempo atrás escrito por Silvana Duboc que comparava a vida com uma viagem de trem! Se pararmos para pensar, o trem é uma metáfora muito interessante quando bem interpretada...


A vida não é mais do que uma viagem de trem: repleto de embarques e desembarques, salpicado por acidentes, surpresas agradáveis em algumas estações e profundas tristezas noutras.


Ao nascer, embarcamos no trem e encontramo-nos com algumas pessoas que acreditamos que estarão sempre connosco nesta viagem: Os nossos PAIS.


Lamentavelmente, a verdade é outra. Eles sairão em alguma estação, deixando-nos órfãos do seu carinho, amizade e da sua companhia insubstituível.


Apesar disto, nada impede que entrem outras pessoas que serão muito especiais para nós. Chegam os nossos irmãos, amigos e esses maravilhosos amores. Dentre as pessoas que apanham este comboio, também haverá quem o faça como um simples passeio. Outros, só encontrarão tristeza nessa viagem… E outros também, que circulando pelo trem, estarão sempre prontos para ajudar a quem precisa.


Muitos, quando descem do trem, deixam uma permanente saudade… Outros passam tão despercebidos que nem reparamos que desocuparam o lugar.


Às vezes, é curioso constatar que alguns passageiros, que nos são muito queridos, se instalam noutras carruagens, diferentes da nossa. Assim, temos de fazer o trajeto separados deles. Mas, nada nos impede que, durante a viagem, percorramos a nossa carruagem com alguma dificuldade e cheguemos até eles...
Mas, lamentavelmente, já não nos poderemos sentar ao seu lado, pois estará outra pessoa a ocupar o lugar. Não importa. A viagem faz-se deste modo: cheio de desafios, sonhos, fantasias,
esperas e despedidas... mas nunca de retornos. Então, façamos esta viagem da melhor maneira possível…
Tratemos de nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando em cada um, o melhor deles. Recordemos sempre que em algum ponto do trajeto, eles poderão hesitar ou vacilar e, provavelmente, vamos precisar entendê-los… Como nós também vacilamos muitas vezes, sempre haverá alguém que nos compreenda.
No fim, o grande mistério é que nunca saberemos em que estação vamos sair, nem, muito menos, onde sairão os nossos companheiros, nem sequer, aquele que está sentado ao nosso lado. Fico a pensar se, quando sair do trem, sentirei nostalgia... Acredito que sim. Separar-me de alguns amigos com quem fiz a viagem, será doloroso. Mas agarro-me à esperança que, em algum momento, chegarei à estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram.
O que me fará feliz, será pensar que colaborei para que a sua bagagem crescesse e se tornasse valiosa.
Meu amigo e minha amiga, façamos com que a nossa estadia neste trem seja tranquila e que tenha valido a pena. Esforcemo-nos para que, quando chegue o momento de desembarcar, o nosso lugar vazio deixe saudades e umas lindas recordações para todos os que continuam a viagem.Para ti, que és parte do meu trem, desejo-te uma... Viagem Feliz !


Esse texto tem um significado muito especial para mim...principalmente no que diz respeito ao período em que trabalhei na Gerência Pedagógica na SMEC em Campos. Foram dois anos muito intensos.. tempo em que embarquei num trem de muitos desafios e conquistas. Foi um tempo em que convivi com pessoas especiais e que com suas essências ímpares me ajudaram a desenvolver cada vez mais meu profissionalismo. Na verdade, aprimorei a bagagem que adquiri no CENSA, mas descobri também um outro mundo na Rede Pública...Descobri que é possível melhorar a qualidade da educação para a população, que o professorado da Prefeitura é comprometido, busca a qualidade mesmo em meio a tantas dificuldades! Admiro cada professor que conversei, cada diretor com o qual trabalhei...são guerreiros e muito profissionais!É claro que existem exceções, em todos os lugares existem bons e maus profissionais, mas na grande maioria...todos procuravam acertar!


Aprendi muito...visitei muitas escolas...conheci de perto a realidade da minha cidade e dos alunos do município. No trem da minha vida... essa experiência macro vai ficar guardada para sempre.


Na SMEC pude criar projetos, sonhar e realizá-los! Mas tudo que realizamos se deve ao tipo de gestão e a equipe que formamos. É...descobri que liderança não consiste em ter um cargo, pois Secretário, diretor, gerente qualquer um pode ser, mas líder é aquele que sabe descobrir talentos e colocá-los em ação...líder é aquele que harmoniza as diferenças e influencia as pessoas a se unir em torno de um ideal. E isso Beth Landim fez na SMEC durante 2 anos!! Foi maravilhoso compartilhar de tantas conquistas na SMEC, e mesmo que algumas pessoas falem o contrário...muito foi feito pela educação do município!


Por isso, no meu trem vou guardar cada um que compartilhou do sonho de fazer uma educação melhor para Campos...agradeço a cada gerente (Ricardo, Anna Karina, Ana Celina, Josane, Vânia, Rose, Valéria, Cesar, Jussara, Conceição Campinho, Ana, Ignês, Nely, Ritinha, Juliana...todos), agradeço a cada coordenador setorial (Sissi, Ana Cristina, Patricia, Zilma, Moisés, Deka e tantos outros), a cada professor que participou das nossas capacitações, dos meus cursos, a cada diretor, a cada Orientador Pedagógico que com criticidade e vontade me ajudou a conhecer as necessidades das escolas!!!!


Quero agradecer em especial as pessoas que trabalharam ao meu lado, Ana, Daniela, Paula, Lilian, Sissi, Paty, Mayra, Cheila, Verônica que tornaram possível a concretização do PROASE (Programa de Assistência ao Sucesso Escolar), com este projeto resgatamos crianças que aos 13, 15, 16 anos ainda não sabiam ler e escrever. Foi uma grande conquista!


Pois é, no trem da minha vida...todas essas pessoas que fizeram a diferença...vão ficar guardados na minha bagagem...e que bagagem!


Agradeço em especial a Beth que me deu a oportunidade de sonhar, projetar e realizar e a Conceição, Jussara, Ana, Sissi e Patrícia por estar sempre comigo sonhando e realizando!


Em poucos anos com todas as limitações, formamos uma equipe de verdade, uma equipe que foi até o fim da gestão unida e concretizou a frase: um por todos e todos por um!


Agora...que já não estou mais na Smec...sigo na luta no micro...vou para uma escola municipal...vou ser OP e realizar um trabalho consciente, pois acredito que a mudança também ocorre a partir das bases!


Aos companheiros de trabalho desejo boa sorte em suas viagens, saibam que cada um escreveu mais um pedacinho da história da educação. Quanto a mim, sigo feliz, pois também fiz a minha parte, deixei meu legado...ou pelo menos deixei minha semente...espero que tenha alguém para regá-la...


Acredito que para a educação melhorar...não se pode apagar o que a outra gestão fez...deve-se dar continuidade àquilo que valeu, que trouxe benefícios, mas isso não depende mais de mim, mas daqueles que hoje são as lideranças na SMEC!!!


Torço no fundo do coração para que a nova gestão realize um bom trabalho, porque quem necessita de uma educação de qualidade são as crianças, essas que serão o futuro de nossa cidade!


Liliana Azevedo Nogueira